POLÍCIA

Santa-cruzense que matou namorada em Parauapebas é condenado a 24 anos de prisão

Santa-cruzense que matou namorada em Parauapebas é condenado a 24 anos de prisão

Alessandro Camilo de Lima, autor do asssassinato

Publicado em: 19 de junho de 2021 às 02:55
Atualizado em: 19 de junho de 2021 às 04:10

Sérgio Fleury Moraes

O empresário santa-cruzense Alessandro Camilo de Lima foi condenado pela Justiça do Pará a 24 anos de prisão pelo assassinato da jovem Ana Karina Matos Guimarães. O crime aconteceu em maio de 2010 na cidade de Parauapebas e teve forte repercussão nacional. Ana Karina tinha 29 anos e estava grávida de nove meses, fruto de um relacionamento com Alessandro.

A jovem foi morta a tiros e depois colocada em um tambor cheio de pedras na caminhonete de Alessandro. O tambor estava perfurado e o corpo foi jogado no rio Itacaiúnas. No entanto, nunca foi encontrado.

A vítima Karina Matos Guimarães

O empresário confessou que matou Karina, com a ajuda dos amigos Francisco de Assis Dias e Florentino Rodrigues, mas o Ministério Público também denunciou a noiva de Alessandro, Graziela Barros de Almeida, que foi absolvida pelo tribunal do júri. Francisco foi condenado a três anos e 40 dias de prisão por ocultação de cadáver, enquanto Florentino, em julgamento anterior realizado em 2013, recebeu pena de 24 anos de prisão.

O julgamento, realizado na semana passada, foi transferido de Parauapebas para Belém a pedido da defesa, que alegou motivos de segurança. Na frente do fórum da capital, movimentos sociais e em defesa dos direitos humanos protestaram pedindo justiça para a vítima e a condenação dos acusados.

Para o juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, do Tribunal do Júri, embora Alessandro seja primário e não registre antecedentes criminais, o crime foi cometido com muita ousadia e planejado “friamente” pelo acusado. “As consequências foram graves, pois a ação do réu dificultou a investigação criminal, bem como causou grande angústia aos familiares da vítima por não saberem o destino da mesma até a presente data”, escreveu o magistrado.

Alessandro era pai da criança que Ana Karina esperava já no nono mês de gestação. Segundo a denúncia do Ministério Público, inconformado com a possibilidade de pagar pensão alimentícia, o empresário armou uma emboscada para atrair a jovem. Ele prometeu que iria repassar valores para as despesas do parto. No encontro, em local ermo, estavam aguardando Francisco Assis Dias e Florentino Rodrigues.

Ana Karina foi morta a tiros e o corpo foi colocado num tambor perfurado e cheio de pedras, que foi levado na caminhonete de Alessandro Camilo. Em seguida, segundo a própria confissão dos acusados, o tambor foi jogado no rio Itacaiúnas. A perfuração foi feita para que o tambor permanecesse no fundo das águas.

Todos os acusados, inclusive o mandante Alessandro, apontaram o local — uma ponte — de onde o corpo foi jogado no rio. Entretanto, os restos de Ana Karina nunca foram encontrados.

Os réus Alessandro e Francisco estão em liberdade e o juiz disse que os dois poderão continuar soltos para recorrerem da sentença condenatória.

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