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Bernardino: moradores fazem protesto contra saída de médico cubano

Contrato de convênio federal com médico cubano termina no dia 18

Bernardino: moradores fazem protesto contra saída de médico cubano

Publicado em: 06 de agosto de 2022 às 06:23

Sérgio Fleury Moraes
Da Reportagem Local


A iminente demissão do médico cubano Victor Quintan revoltou moradores de Bernardino de Campos. Nas redes sociais, começou há alguns dias um movimento pela manutenção do profissional na cidade. Na noite de sexta-feira, uma carreata seguiu por várias ruas de Bernardino até a praça da Igreja Matriz, onde houve uma manifestação pacífica a favor do médico.
O movimento é apartidário, mas seu resultado é incerto. Victor integrava o programa “Mais Médicos”, criado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff (PT) com o objetivo de reforçar a Saúde nos municípios, principalmente em locais com atendimento reduzido. 
Um convênio entre Brasil e Cuba possibilitou a vinda de quase 8.000 médicos cubanos, que começaram a trabalhar nas mais diversas regiões do País.
A partir de 2019, já sob o governo de Jair Bolsonaro, o governo rompeu o convênio com Cuba e passou a questionar a formação acadêmica dos profissionais cubanos. Muitos se submeteram a uma prova para revalidar o diploma, mas nem todos tiveram condições ou tempo para o exame. É o caso de Victor Quintan, que há três anos estava em Bernardino de Campos. Bolsonaro lançou o programa “Médicos Pelo Brasil”, mas impôs restrições mais severas ao diploma estrangeiro.
A revolta da população é porque Victor se tornou um profissional muito querido na cidade. Trabalha várias horas por dia e, inclusive, passou a atender moradores durante à noite ou aos finais de semana, sem qualquer tipo de cobrança. Ele também se envolveu com a sociedade bernardinense e se tornou rotariano.

 

Manifestantes discursaram e pediram a manutenção do médico cubano em Bernardino de Campos


Victor tem seus vencimentos pagos pelo governo federal, enquanto o município arca somente com algumas despesas adicionais. O médico viajou para Minas Gerais na quinta-feira, 4, e lamenta o fim do convênio. Ele explicou que pode permanecer no Brasil, pois tem residência permanente, mas sem exercer a medicina. “Adoro Bernardino e queria ficar. Mas é um assunto que compete apenas ao Ministério da Saúde”, disse.
O profissional vai fazer neste domingo uma prova para revalidar seu diploma de uma universidade cubana, mas a burocracia indica que o documento só deve ser expedido no início do próximo ano. Assim, ele não vai mais integrar o quadro de médicos de Bernardino de Campos.
Na noite de sexta-feira, 5, uma carreata pelas ruas de Bernardino de Campos pediu a permanência do médico cubano. Na praça da Matriz, destino final da manifestação, houve discursos e gritos de “fica doutor Victor!”.
O movimento, aliás, uniu opositores políticos históricos. Os ex-prefeitos Moacir Beneti e Odilon Rodrigues, por exemplo, participaram da carreata de apoio ao médico cubano.
O atual prefeito Wilson Garcia, embora não tenha comparecido à manifestação, disse ao jornal que também apoia a permanência do médico em Bernardino. “Infelizmente não posso fazer nada. Eu estive no Ministério da Saúde, em Brasília, pedindo para mantê-lo na cidade, mas as mudanças no programa feitas pelo governo federal impedem esta possiblidade”, disse o prefeito.
Segundo Wilson, a saída do médico vai, inclusive, causar prejuízo à prefeitura, já que o salário do cubano era pago integralmente pelo governo federal. “Mas, acima de tudo, a saída do doutor Victor da cidade é a maior perda para Bernardino, pois é um profissional muito dedicado”, afirmou.

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