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Burguinha demite secretário pivô de escândalo em Chavantes

Prefeito minimiza áudio e afirma que conversa pode ter sido ‘na inocência’

Burguinha demite secretário pivô de escândalo em Chavantes

O prefeito Márcio ‘Burguinha’ (PSDB) (Foto: André Fleury)

Publicado em: 06 de março de 2021 às 04:51
Atualizado em: 30 de março de 2021 às 00:58

André Fleury Moraes

O prefeito de Chavantes Márcio ‘Burguinha’ (PSDB) demitiu na quinta-feira, 5, o ex-secretário de Administração José Rosini.

Rosini é pivô de um escândalo que repercutiu há duas semanas, quando dois munícipes denunciaram a administração à Polícia Civil. A suspeita é de crime eleitoral e fraude a licitação.

O prefeito também instaurou uma sindicância para apurar os fatos e disse que não pode cometer injustiça com ninguém.

“Talvez tenha sido uma infelicidade dele, um erro técnico. Aí gravaram ele. Agora, a sindicância vai apurar tudo isso”, afirmou Burguinha na quinta-feira, 4.

O prefeito disse que não tinha conhecimento sobre a suposta prática e que “infelizmente gravaram ele. Mas as medidas já foram tomadas”. 

Burguinha também disse que a conversa pode ter sido “na inocência”.

Os denunciantes, Maria Eduarda do Amaral e José Ricardo Bernardo, lavraram boletim de ocorrência na polícia relatando os fatos.

Eles são proprietários de uma empresa que prestou serviço de limpeza à prefeitura de Chavantes no ano passado.

Durante o período eleitoral, a chapa do prefeito Márcio de Jesus do Rego, o ‘Burguinha’, teria prometido que, caso vencesse, continuaria contratando a empresa do casal.

O grupo venceu e tentou, aponta o boletim de ocorrência, cumprir a promessa. Em 17 de fevereiro deste ano, um fiscal da prefeitura teria ligado para Maria e avisado que havia um serviço no qual sua empresa ‘se encaixava’.

O casal foi até a prefeitura e recebeu um relatório que deveria ser preenchido para cadastrar a empresa, pelo qual ficariam aptos a participar de licitações.

De acordo com o relato, o oficial administrativo, ao entregar o relatório, pediu aos dois que retornassem com dois outros orçamentos distintos, de outras empresas.

Segundo os autores do boletim de ocorrência, a declaração do secretário causou estranheza. Eles contam que procuraram seu advogado para tomar ciência a respeito da licitude do processo e foram orientados a retirar todos os documentos da prefeitura, já que o procedimento configuraria fraude a licitação.

Ainda de acordo com o BO, ao tentarem retirar os papéis da administração, obtiveram resposta negativa do secretário Sabino. O casal ameaçou acionar a polícia, e só assim teria conseguido de volta a documentação. Minutos depois, o secretário teria devolvido os documentos com um bilhete: “Fica para a próxima, Ricardo”.

Dias depois, Sabino teria voltado a entrar em contato com José Ricardo e pedido para que ele fosse até a prefeitura para conversar. Já no local, o secretário teria explicado como a procuradoria forja pareceres.

O casal gravou a conversa na prefeitura e apresentou à polícia. A reportagem teve acesso à gravação — que ainda passará por perícia. Em determinado trecho, Sabino supostamente explicaria como funciona a fraude nas cotações.

“Se você mudar o cabeçalho... Eu conversei com o procurador e eles fazem dessa forma. Tem uma que está no orçamento de vocês. Quando for apresentar o orçamento de outra pessoa, muda a fonte. Em vez de pôr romana, coloca outra. Para não dar nenhum blecaute”, teria dito Sabino.

O DEBATE tentou falar com Burguinha há duas semanas, mas não obteve resposta. Na quinta-feira, ele confirmou a exoneração. “Eu estava em Brasília quando soube dos fatos. Cheguei a Chavantes e tomei ciência dos acontecimentos”, afirmou. 

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