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Empresa de Chavantes prestou serviço ao Dr. Jairinho na campanha de 2020

Empresário produziu vídeos para a campanha do vereador e diz que não conheceu Jairo

Empresa de Chavantes prestou serviço ao Dr. Jairinho na campanha de 2020

O vereador Dr. Jairinho (Foto: Agência Brasil)

Publicado em: 17 de abril de 2021 às 02:29
Atualizado em: 17 de abril de 2021 às 02:34

André Fleury Moraes

Preso como principal suspeito de ter matado o enteado Henry, o vereador do Rio de Janeiro Jairo Souza Santos, o “Dr. Jairinho”, contratou uma empresa 741 quilômetros distante da capital fluminense para gravar vídeos de sua campanha eleitoral em 2020.

A empresa “Marcos Pereira Filmes”, nome fantasia do CNPJ  “Maria Alice Pereira de Pereira”, fica num bairro residencial de Chavantes, próximo ao centro velho, e é protegida por dois cães de grande porte e uma câmera num poste à frente.

O proprietário Marcos Pereira não quis comentar o caso. Em conversa informal, porém, disse que o trabalho foi intermediado por um amigo em comum que também prestava serviços ao vereador — ele não disse o nome deste terceiro, mas afirmou que “fez vários serviços para Jairinho”.

Segundo Pereira, na época ele estava em uma cidade próxima a Taubaté, onde registrava um casamento, quando surgiu a oportunidade de descer a baixada rumo ao estado vizinho.

A princípio, Marcos disse que produziu fotos para Jairinho. Depois, explicou que foram, na verdade, vídeos de um discurso.

De qualquer forma, é a única nota emitida por uma empresa de São Paulo para a campanha de Jairinho.

Marcos Pereira afirmou que não teve contato com o vereador e que ele não aparentava ser este tipo de gente — Jairo, além do principal suspeito pela morte de Henry, também foi acusado de violência e abusos por ex-namoradas.

O produtor também afirmou que nem chegou a editar os vídeos. Segundo ele, “mandou as imagens cruas para uma outra pessoa”, que ficou a cargo da edição.

Marcos disse que lembrou de Jairinho quando viu a repercussão do caso. “Parece que conheço este rapaz de algum lugar”, pensou.

De acordo com o empresário, prestar serviços a campanhas eleitorais não é algo corriqueiro em sua rotina. “Fiz a dele e auxiliei na do Burguinha [prefeito de Chavantes]”. O forte do produtor, segundo disse, são festas e casamentos.

O serviço prestado para Jairinho custou R$ 6 mil. “A campanha das cidades maiores é diferente. Você não tem contato direto com a pessoa, não conhece o candidato”, explicou.

O entrave teria se dado no recebimento. A campanha de Jairinho, contou Marcos, demorou a pagar pelos serviços prestados.

Dr. Jairinho foi preso temporariamente no último dia 8 de abril. A prisão tem prazo de 30 dias, que podem ser prorrogáveis.

No dia em que foi levado à cadeia, Jairinho e a esposa — que também está presa — tentaram se livrar dos celulares, mas a polícia conseguiu recuperá-los. Segundo a revista Veja, o casal ainda tinha planos de fuga.

Ex-namoradas de Jairinho relataram em depoimentos que o vereador mantinha uma rotina de agressões e outros abusos inclusive com crianças. De acordo com a revista, chutes e pancadas contra crianças eram eram rotineiros.

O laudo do IML apontou que Henry morreu por hemorragia interna, laceração hepática e contusões. O relatório desmonta a tese do casal, segundo a qual o pequeno Henry teria morrido de mal súbito após sofrer uma queda da cama.

Depoimentos de pessoas ligadas ao casal também apontaram contradições. A princípio, a babá da casa disse que havia uma boa convivência entre o garoto, a mãe e o padrasto. Recuou, porém, quando a polícia recuperou mensagens de seu celular que mostraram um relacionamento conflituoso.

Segundo as conversas obtidas pela polícia, a babá chegou a se trancar no quarto com o pequeno Henry e disse à mãe que o garoto chorava em seu colo.

Ainda de acordo com as conversas recuperadas, Henry não queria sair dos braços da babá e dizia temer Jairinho.

“Me contou que deu uma banda e chutou ele. Que toda vez ele faz isso e que fala que não pode contar”, disse a babá a Monique, que não estava em casa naquele momento.

A suspeita sob Jairinho partiu do fato de que o pequeno Henry relatava ao pai Leniel Borel que o vereador o maltratava.

A polícia, ao menos até o momento, não possui evidências de que a mãe Monique participava das agressões contra Henry.  

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