SOCIEDADE

Especialista diz que número de autistas no país está crescendo

Gaúcha, Adriane Link Devos se estabelece em S. Cruz e apresenta o diferencial de atendimento em domicílio

Especialista diz que número de autistas no país está crescendo

Adriane Link Devos ao lado do filho Alexandre: o impacto do diagnóstico se transformou em amor intenso

Publicado em: 07 de maio de 2022 às 02:50
Atualizado em: 07 de maio de 2022 às 02:59

Sérgio Fleury Moraes
 

Ter um filho autista, apesar do impacto do diagnóstico, não é o fim do mundo. Ao contrário, pode se transformar num amor inigualável entre mãe e filho. Que o diga a psicopedagoga e terapeuta integrativa Adriane Link Devos, 51, a mais nova profissional de Santa Cruz do Rio Pardo. Gaúcha, ela se mudou para a cidade há quatro meses e já está atendendo famílias.

Curiosamente, Adriane morava em Santa Cruz do Sul, cuja vizinha é a cidade de Rio Pardo. Claro que a Santa Cruz gaúcha tem mais de 130 mil habitantes, mas a psicopedagoga disse que já está “se aclimatando” na nova cidade, embora tenha saudades do frio. “No Sul, as estações são mais definidas”, lembrou.

Ela é irmã da atual secretária de Saúde, Anelise Link Leitão, e foi a última da família a fincar raízes em Santa Cruz do Rio Pardo. Há alguns anos, as duas perderam o irmão do meio e a mãe já estava morando na cidade. Faltava Adriane, que aceitou o convite e agora quer dar a sua contribuição no tratamento e diagnóstico do autismo. “A pandemia também contribuiu para esta decisão, pois a partir dela tivemos a necessidade de repensar a vida”, disse.

O número de autistas está crescendo a cada ano e dados mundiais estimam que uma a cada 44 crianças possuem algum tipo de transtorno. Segundo Adriane, não há uma causa definida para o índice, que também envolve questões genéticas. Porém, é óbvio que nos últimos anos o diagnóstico passou a ser prioridade e muitas pessoas, inclusive adultos, se descobriram com um algum grau de autismo.

Recentemente, uma reportagem do portal G1 com um professor do Paraná viralizou na internet. Ele recebeu o diagnóstico aos 30 anos e revelou que, a partir dele, “tudo fez sentido”, contando que sempre foi “diferente” na juventude. Aliás, existem muitos adultos que não sabem que possuem a condição de autistas.

Adriane Link Devos também é educadora especial e já atuava na área quando o filho Alexandre, 10, nasceu. Não foi fácil assimilar o diagnóstico do próprio filho, que aconteceu aos dois anos de idade. Ele tinha um atraso na fala, dificuldades com a alimentação e muitas noites mal dormidas. “Já tinha sido minha opção trabalhar nesta área, e ter meu filho especial me fez compreender e viver de forma diferenciada o que muitas outras famílias também vivem”, disse.

Com esta nova experiência, Adriane também procurou se especializar em ABA - Análise do comportamento Aplicada (Applied Behavior Analysis em inglês), cuja formação está concluindo.

O garoto, por sinal, não tinha todas as características de TEA - Transtorno do Espectro Autista -, mas o diagnóstico e a estimulação precoce ajudaram no tratamento, ao lado de um amor intenso. “Foi fundamental perceber o quanto as nossas emoções influenciam diretamente nossos filhos, sejam eles normais, atípicos, especiais ou não”, lembrou. Hoje, Alexandre é um menino saudável e estudante da escola Oapec.

Na pandemia, Adriane conta que se “reinventou” e descobriu os benefícios do atendimento domiciliar, outra de sua especialidade. “Este tipo de atendimento possibilita entender a dinâmica familiar. Muitas vezes, a família tem dificuldade no tratamento, pois os pais trabalham e a criança acaba ficando com outros parentes. Descobri que, neste meio, é possível facilitar o tratamento para a família e para o paciente”, afirmou.

“Não quero comparar com o tratamento em clínica. No entanto, este trabalho domiciliar significa um acréscimo, pois para o autista muitas vezes é difícil deixar o seu ambiente, o local que ele domina”, explicou.

Outro diferencial da psicopedagoga é o acompanhamento online do tratamento com os pais, através de videoconferência. Normalmente ele é dirigido mais à mãe.

No entanto, Adriane Link também planeja abrir um consultório em Santa Cruz do Rio Pardo. A profissional já está atendendo pelo telefone (14) 99830-8013.

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