SOCIEDADE

Fiel, cadela faz parte de família

“Madona” foi adotada pela família de Paulo Sérgio Cachoni e, hoje, não desgruda de seu dono

Fiel, cadela faz parte de família

Madonna virou membro da família e participa dos passeios do casal Paulo e Mauren

Publicado em: 22 de maio de 2021 às 00:49
Atualizado em: 22 de maio de 2021 às 00:55

Sérgio Fleury Moraes

O nome dela é “Madonna”, mas poderia ser outro qualquer ou até nenhum, caso continuasse sendo uma cadela de rua. No entanto, adotada pela família do empresário Paulo Sérgio Cachoni, 57, dono de uma loja de automóveis, ganhou um lar e nome que homenageia a famosa cantora. Madonna passou a praticamente fazer parte da família. Hoje, a cadela passeia de moto, gosta de andar no banco dianteiro de um carro e ainda adora navegar numa lancha ou caiaque.

Estudos científicos já comprovaram que os donos de animais de estimação são mais felizes e que as famílias com cachorros ou gatos são mais unidas. Até quem vive sozinho tem benefícios com um animal de estimação, pois eles combatem a solidão do dono. Em alguns casos, eles são imprescindíveis no tratamento de depressão.

Paulo Cachoni, filho do saudoso Mário Cachoni e cuja família é tradicional no ramo de automóveis em Santa Cruz, nunca se aprofundou nestes estudos, mas certamente sentiu na prática o amor por um animal. Ele teve uma cadela da raça setter que também era muito ligada a ele, mas que adoeceu e acabou morrendo.

A cadela Madona acompanha os Cachoni até em passeios pela natureza

Abatido com a perda do animal, Cachoni não quis mais saber de cachorros, embora a mulher Mauren tivesse alguns gatos em casa. Assim, os filhos Gustavo e Matheus praticamente nunca haviam experimentado a sensação de ter um cachorro em casa.

Foram 24 anos sem nenhum cão na família. Até que, um dia, a mulher ligou ao marido porque havia se encantado com uma cadelinha nas imediações do prédio do Sesi, onde trabalha, no bairro Paraíso. “Ela pediu que eu fosse até lá, mas a cachorrinha já havia sumido. Procuramos nas imediações e encontramos não apenas ela, mas vários irmãozinhos”, contou o empresário. Os animais haviam sido abandonados no bairro.

Um amigo que também viu a cadelinha disse que ela era extremamente dócil. “Você vai reconhecê-la. É só chamar e ela logo se esparrama pelo chão com as perninhas para o alto”, disse. Paulo Cachoni fez isto e pegou exatamente aquela que fez o gesto. Mas era a errada. “Não quis trocar”, lembra. E lá se vão mais de dois anos.

Madonna, com raças misturadas, realmente é muito dócil e amiga até dos gatos da casa — mas, bem entendido, somente longe do sofá em que dorme no quarto dos donos.

Sim, a cadela é tão ligada aos donos que dorme no quarto do casal. Educada, quando tem vontade de “ir ao banheiro”, acorda Paulo com seus passos, “pedindo” para abrir a porta. Minutos depois, está de volta.

Aliás, Paulo disse que sempre preferiu cadelas porque, ao contrário do macho, não costuma “marcar o território” e é mais amorosa. A cachorra, por sinal, não desgruda do dono e faz companhia a ele praticamente todos os dias na loja de automóveis. Antes de Paulo sair de casa, o animal já fica rodeando o empresário.

Madona convive amigavelmente com os gatos da casa

Dificilmente vai sozinha, pois gosta de carros. “Na camionete, ela não gosta de ir na caçamba. Prefere o banco dianteiro”, diz Paulo, rindo.

Mas não é só. Madonna faz questão andar de motocicleta com o dono e aprendeu a se equilibrar rapidinho. “É só chamar que ela já sobe na moto”, diz.

Como a família gosta de viajar, passou a levar Madonna em passeios turísticos de curta distância. Certa vez, Paulo e a mulher pernoitaram num rancho perto da marina de Kal Perin, na represa de Chavantes. Numa manhã, o empresário e Mauren resolveram ir do rancho à marina com um caiaque. Quando chegaram ao local, Kal Perin chamou a atenção dos dois porque observou ao longe um animal nadando, imaginando ser uma capivara. Era Madonna, que seguiu os donos a nado.

“É incrível, mas ela gosta de tudo o que é bom”, brinca Paulo Cachoni. Logo em seguida, a cadela aprendeu a andar no caiaque, se equilibrando como uma canoísta experiente. E não tem paciência para aguardar o desembarque na praia. “Ela pula a vários metros da margem, pois também adora nadar”, conta o empresário.

E além de tudo tem estilo...

Claro que Madonna tem lá seus defeitos. Ela já “comeu” um sofá da casa e até o estofamento de um Ford Ecosport. A família precisou ensinar à cadela o que é errado. Hoje, Madonna respeita até o próprio sofá em que dorme. Quando foi adotada, a cadela também gostava de revirar lixos, provavelmente porque precisou sobreviver sozinha durante os primeiros meses.

Paulo Cachoni conta que, além da alegria no lar, Madonna trouxe segurança. A cadela é de porte médio e dócil, mas vigia a casa como poucos. “Não sei o que ela faria caso a residência fosse invadida. Quando ela implica com alguém, por exemplo, não para de latir”, conta.  

 

* Colaborou Toko Degaspari

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