SOCIEDADE

Questão histórica deve ser preservada, diz arquiteta

Empresa que reformaria o Museu faliu, e rescisão de contrato travou o andamento da obra

Questão histórica deve ser preservada, diz arquiteta

A arquiteta santa-cruzense Ana Carolina Santos em frente à maquete que projetou para a Estação

Publicado em: 10 de abril de 2021 às 00:00
Atualizado em: 10 de abril de 2021 às 02:12

André Fleury Moraes

Hoje aos 29 anos, graduada e mestra em Arquitetura, Ana Carolina Santos não escolheu à toa o objeto de estudo para seu trabalho de conclusão de curso (TCC).

A área da antiga estação da Sorocabana era parte do caminho por onde ela passava praticamente todos os dias quando ia à casa da avó. E sempre notou que, embora histórico, o local era completamente esquecido pelo poder público. “As crianças usam, mas é só”, diz.

Juntou o abandono ao fato de que uma parte considerável da população santa-cruzense mora nos altos da Estação e concluiu que seria exatamente este o tema de seu trabalho.

Ana hoje é sócia em um escritório de arquitetura e admite que não observa o local há algum tempo. Mas ficou feliz ao saber que está em andamento um projeto para reestruturá-lo.

“É um local histórico e precisa ser atrativo à cidade”, diz Ana. “Você vai ao parque e acaba sendo convidado a visitar o museu, que está logo ali ao lado”, explica.

Além disso, Ana diz que a questão estética do patrimônio histórico é também um atrativo à cidade. “Você tem um lugar bonito, com uma mistura do antigo e do novo, e isso valoriza a cidade”, diz.

“Foi da estação de trem que veio o desenvolvimento de Santa Cruz. O trem trazia e levava café, por exemplo, e resgatar isso significa não deixar a história se apagar para as próximas gerações”, explica.

A empresa responsável pela reforma do Museu “Ernesto Bertoldi”, de Santa Cruz do Rio Pardo, faliu, motivo pelo qual o governo terá de fazer nova licitação. Segundo o secretário de Cultura Frednes Botelho, o impasse travou o andamento da obra e atrasou a previsão de entrega — ele acredita, porém, que a revitalização do espaço deve ser finalizada em menos de dois anos.

A casa do Chefe da Estação, cuja estrutura está comprometida, é o grande impasse. “Foram feitos estudos que mostraram que qualquer intervenção, se mal realizada, pode gerar acidentes”, disse o secretário.

Os reparos no imóvel histórico e ao seu redor foram possíveis graças a uma verba da secretaria de Turismo do governo do Estado de São Paulo, destinada a Municípios de Interesse Turístico (MIT). O montante liberado foi de R$ 388.539.

O telhado será trocado, assim como os vidros das janelas. Uma novidade é a “sala multidisciplinar”, que será construída à parte do museu, na parte de trás do imóvel. Será um anexo ao prédio histórico, acessada através de uma passarela. Haverá uma outra ligação para a concha acústica, que existe no complexo do museu há anos e praticamente nunca foi usada.

A “sala multidisciplinar” será construída ao lado do museu para que a estrutura original da antiga estação da Estrada de Ferro Sorocabana não seja alterada.

O espaço será usado para atividades turísticas, culturais ou educacionais.

Na segunda-feira, 12, a Câmara de Santa Cruz deve aprovar uma verba de R$ 250 mil para um projeto adicional à revitalização do museu. O governo prevê a criação de um espaço para eventos e recreação ao lado da casa do Chefe da Estação — obra que complementará a revitalização do Museu.

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