Moisés nega conluio e diz ter “parceria” com outras empreiteiras

O empreiteiro Moisés Rovere durante visita ao jornal na semana passada

“Cada CPF representa um CNPJ”,
diz empreiteiro dono da MRover

André Fleury Moraes
Da Reportagem Local

Em telefonema na segunda-feira, 18, e na visita ao DEBATE na quinta-feira, 21, o empresário Moisés Rovere, dono da ‘MRover’, defendeu-se e disse que não atua em conluio com outras empreiteiras para vencer licitações.

Moisés afirmou que parcerias entre empresas são “perfeitamente normais” e que faz isso há anos. “Não há conluio nenhum. Ninguém faz escadinha de preços [quando empresas do mesmo grupo oferecem preços distintos para que um deles vença]”, afirmou.

Há três semanas, o DEBATE publicou vários documentos que apontam para relações pessoais entre Moisés Rovere e outras empresas, como a “AS Nascimento”, de Lençóis Paulista.

O empreiteiro admitiu que é amigo de Adriano Nascimento, mas garantiu que a relação não interfere na atuação profissional de sua empresa. “Eu tinha até caminhão do Adriano alugado aqui”, afirmou, reiterando que se trata de uma “parceria” que acontece normalmente entre empresas do mesmo ramo.

Sobre o fato de André Luís Nascimento, irmão de Adriano (da “AS”), ter sido gerente da MRover em Santa Cruz, Moisés afirma que foi, na verdade, uma ajuda. “O André tinha uma empresa no Pará, passava por dificuldades financeiras e o próprio Adriano me pediu para que eu o contratasse”. Para Rovere, André Nascimento exerceu um ótimo trabalho.

Já com relação às licitações em que membros de sua família representaram outras empresas, como quando sua esposa participou em nome da “AS Nascimento”, Moisés garante estar dentro da lei. “Cada CPF representa um CNPJ”, afirmou.

Ele não vê conflito de interesses sobre o fato de, em uma mesma licitação, disputar pela MRover e, sua mulher, pela “AS Nascimento”. Isso ocorreu em Rio Verde-GO.

O empreiteiro também defende os preços ofertados pela MRover na licitação de limpeza pública em Santa Cruz, que aconteceu no mês passado. Para Moisés, os valores da Ártico são inexequíveis.

Segundo o empresário, a MRover trabalhou “no vermelho” durante os dois primeiros anos em Santa Cruz do Rio Pardo, 2014 e 2015. “O doutor [Otacílio] sabe disso”, afirmou.

  • Publicado na edição impressa de 24/05/2020
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