POLÍCIA

Advogado do padre critica polícia, e dominicanos acusam a imprensa

Advogado do padre critica polícia, e dominicanos acusam a imprensa

O advogado César Augusto Moreira (Reprodução / TV Globo)

Publicado em: 13 de maio de 2022 às 23:19
Atualizado em: 16 de maio de 2022 às 16:02

Sérgio Fleury Moraes

Numa semana tensa desde que o padre Gustavo Trindade dos Santos atropelou propositadamente um ladrão na noite do último sábado, o advogado César Augusto Moreira atacou a Polícia Civil durante entrevista à rádio 104 FM na quinta-feira, 12. Ele acusou o delegado Valdir Alves de ser “midiático” e sugeriu até uma suposta perseguição religiosa contra o padre.

Em tom ácido, o advogado disse que o padre “é um cidadão de bem” e que usou seu carro como “arma” para, segundo ele, “proteger seu patrimônio”. César Augusto disse, inclusive, que a lei permitiria este tipo de atitude. Segundo ele, o frade “está extremamente arrasado” com os acontecimentos e não tem condições de ser ouvido no momento.

 

Leia mais:  Frei Gustavo celebrou casamento minutos antes de atropelar ladrão
 

Sobre o pedido de prisão do padre, o advogado considerou um “fato gravíssimo” que não teria amparo na legislação. “Onde se viu a polícia de Santa Cruz pedir a prisão de um frei para ser ouvido, uma vez que a Constituição dá direito ao silêncio”, disse.

César Augusto disse que a posição do delegado é meramente “midiática”, insistindo que o caso seria de legítima defesa do patrimônio. “É um exercício regular de direito, pois todo cidadão tem o direito de prender”, disse. “Ele agiu de acordo com o direito penal. Usou o carro como uma arma para deter um ladrão”.

O advogado também contestou nota da Ordem Dominicana, segundo a qual o padre estaria “arrependido”. Segundo ele, o arrependimento não diz respeito à atitude de jogar o carro contra o ladrão, mas provavelmente pelos ferimentos causados. “Ele agiu autorizado pela lei”, insistiu.

O defensor do padre Gustavo também sugeriu que haveria uma “perseguição religiosa” contra o pároco da Igreja Matriz de São Sebastião.

“Se não fosse um frei, mas uma pessoa comum, este inquérito não teria tomado esta proporção. Não sei dizer se o delegado não é católico ou se não gosta e quer atingir a Igreja católica, colocando o frei como um grande bandido”, criticou.

“O inquérito foi tocado nas coxas apenas para produzir factoides, atrair a imprensa nacional e todo mundo ter seus minutos de fama”, afirmou. O advogado disse, ainda, que o incidente vai enaltecer o frei em seu currículo. “Foi um fato que vai marcá-lo e é uma honra defender este frei”, disse.

Na mesma semana, a Ordem Dominicana emitiu nota conclamando os fiéis a rezar pelo frei Gustavo Trindade e pelo ladrão que está na UTI de Ourinhos.

No texto encaminhado aos grupos de pastorais de Santa Cruz e de todo o Brasil, os dominicanos acusam a imprensa de “demonizar uma pessoa por um erro na vida”. O texto destoa do histórico da Ordem dos Pregadores, que tem um passado no Brasil de lutas pela democracia e pela liberdade de imprensa.

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