SOCIEDADE

Aos 92 anos, viúva é costureira voluntária do asilo de Chavantes

A santa-cruzense Maria Aparecida Figueira Portezan costura bordados em panos de prato para ajudar as finanças do asilo

Aos 92 anos, viúva é costureira voluntária do asilo de Chavantes

Maria Portezan e a filha Rita de Cássia mostram os bordados

Publicado em: 25 de janeiro de 2024 às 21:31

Viúva duas vezes, a santa-cruzense Maria Aparecida Figueira Portezan parece não conhecer o que é desânimo. Perto de completar 93 anos de idade, costura todos os dias para ajudar as finanças do asilo da cidade de Chavantes. Ela escolheu a entidade daquela cidade há muitos anos porque a filha Rita de Cássia trabalhou e se aposentou numa agência bancária de Chavantes, onde morava.

A disposição de Maria é contagiante. No dia da entrevista, ela recebeu a reportagem na porta da casa, com um largo sorriso e vontade de contar sua história.

Maria casou duas vezes, a primeira com João Portezan, conhecido como “Irmão” ou “Ico”. João trabalhou muitos anos com o ex-prefeito Carlos Queiroz, na antiga loja “A Santa Cruz Elétrica”. O casal teve os filhos Rita de Cássia, Luís Antônio, José Ricardo e Terezinha.

 

Os trabalhos ajudam na renda do asilo de Chavantes, cidade em que a filha Rita trabalhou muitos anos como bancária

 

Muitos anos depois da morte de “Irmão”, Maria Portezan se casou pela segunda vez, desta vez com o ipaussuense Paulo. Morou em Ipaussu alguns anos, onde costurava e vendia doces para ajudar na construção de uma Casa de Repouso, que hoje beneficia idosos. Dezenove anos depois, ela ficou viúva novamente.

A vida de Maria, aliás, se confunde com a máquina de costura. Quando o primeiro marido ficou doente, ela ficava o dia todo costurando para ajudar nas despesas do tratamento. E acabou se acostumando a manusear linhas e agulhas.

 

Primeiro marido de Maria e pai dos quatro filhos do casal, “Ico” trabalhou com Carlos Queiroz na antiga “Santa Cruz Elétrica”; abaixo, "Ico" em sua oficina caseira

 

“Eu nunca vi minha mãe sentada na frente da televisão parada. Sempre está com as mãos mexendo. Como não pode mais fazer os serviços de casa, fica o dia todo no bordado, ao mesmo tempo em que assiste a televisão, principalmente missas”, conta a filha Rita de Cássia.

O trabalho, por sinal, não para em nenhuma situação. Maria Aparecida costuma, inclusive, levar linhas e agulhas quando vai visitar alguém. Entre conversas, fica sentada com as mãos em movimento. As filhas e netos tentam convencer Maria a descansar um pouco. Em vão, pois é o que a aposentada gosta.

Apesar da idade, a lucidez da costureira chega a impressionar. Além dos trabalhos manuais, é ela quem faz questão de verificar os extratos bancários ou as contas da residência. Confere tudo minuciosamente. “Um dia, ela encontrou um desconto indevido feito pelo banco. Como não havia autorização, minha mãe fez questão de pedir o estorno”, contou a filha Rita de Cássia.

 

Num evento na capital, Maria Portezan se encontra com o apresentador Leão Lobo, artista da televisão

 

Quando decidiu ajudar o asilo de Chavantes, Maria Aparecida entrou para um grupo de mulheres que costuram e bordam peças para venda nas promoções da instituição. São vagonites, caseados ou mantas.

Na verdade, os pequenos panos de prato, todos cuidadosamente coloridos com detalhes únicos, são disputados pelas famílias e rendem aproximadamente R$ 5 mil mensais à entidade filantrópica de Chavantes.

 

* Colaborou Toko Degaspari

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