ECONOMIA

Fiscais fecham restaurante, e atitude gera críticas nas redes

Proprietário garante que não desrespeitou regras do decreto municipal

Fiscais fecham restaurante, e atitude gera críticas nas redes

Proprietário do estabelecimento, Hudson nega ter cometido irregularidades e critica atuação

Publicado em: 05 de junho de 2021 às 01:58
Atualizado em: 05 de junho de 2021 às 02:01

Sérgio Fleury Moraes

Conhecido nas redes sociais por fazer um tipo de propaganda divertida e diferente de seu estabelecimento, o comerciante Hudson Camilo de Mello, 35, protestou na semana passada quando fiscais da prefeitura fecharam sua lanchonete, na rua Professor Lutegardes de Castro, numa das esquinas da igreja de Santo Antônio. O município alegou que o comerciante infringiu normas restritivas da pandemia, inclusive quanto ao uso de máscaras. Hudson nega.

O “Point dos Espetinhos” foi fechado por fiscais municipais na manhã de terça-feira, 1º, por um grupo de sete servidores e o apoio da Polícia Militar. A prefeitura alega que o estabelecimento é caracterizado como bar e funcionava após as 21h, o que não é permitido segundo decreto publicado no dia 16 de maio.

Além disso, o município informou que no mesmo dia os fiscais flagraram o comércio com mesas e cadeiras colocadas no passeio público, do outro lado da rua, o que é proibido. Segundo nota, o proprietário foi orientado sobre a irregularidade. No dia 17, porém, ainda segundo a nota do município, os agentes flagraram Hudson sem máscara e uma funcionária usando a proteção de forma inadequada, sem cobrir corretamente a boca e o nariz.

A multa aplicada foi de 5 UFMs (cerca de R$ 560) e o estabelecimento ficou sujeito a fechamento caso não houvesse recurso. “Vale lembrar que a informação sobre a possibilidade de recorrer da autuação consta no auto de imposição de penalidade da Vigilância Sanitária da secretaria municipal de Saúde”, diz a nota da prefeitura.

Hudson Camilo discorda. “Não recorri porque nunca se ganha do Poder Público. Não é verdade que as cadeiras estavam no outro lado da rua, pois assim que foi publicado o decreto nós as retiramos e colocamos duas mesas num recuo do estabelecimento, sem prejudicar o passeio público”, disse o comerciante.

Segundo Hudson, a notificação dos fiscais nem foi entregue diretamente a ele, mas a uma funcionária no dia seguinte. “Sobre o uso de máscaras, também não é verdade. Jamais eu atendi um cliente sem máscaras e a minha funcionária sempre usou de forma correta. Além disso, tem álcool em gel na porta e ainda passamos na moto antes de fazer a entrega”, afirmou.

Revoltado, Hudson disse que foi reclamar na prefeitura, sem sucesso. “Não consegui dialogar com o secretário Evaldo Godoy [que também é vice-prefeito]. Ninguém me ouviu e nem acreditou no que disse, pois afirmaram que o fiscal tem fé pública. Mas ninguém tem uma foto para provar e não é verdade tudo o que foi falado”, declarou.

O comerciante garante que é vítima de perseguição. Há cinco anos, numa campanha eleitoral, ele fez declarações para o horário eleitoral contra o candidato Otacílio Parras, que teria desdenhado de pessoas gordas. “Acho que eles não se esqueceram daquele episódio. Desde aquela época eu não consigo autorização para fazer uma cirurgia bariátrica, mesmo com cinco laudos médicos”, disse.

“É totalmente uma perseguição, até mesmo pela forma com que eles abordam as pessoas. É um absurdo chamar a Polícia Militar, pois eu não reagi e nem tomaria alguma atitude”, reclamou. Segundo Hudson, os fiscais ofenderam uma funcionária.

Hudson Camilo que foi obrigado a trabalhar com atendimento delivery em outro estabelecimento para atender os clientes. “Tenho boletos para pagar até o final de semana e não posso parar”, afirmou. O estabelecimento volta a funcionar neste domingo, 6.

Na terça-feira, 1º, quando os fiscais lacravam a porta do estabelecimento, o vereador Juninho Souza (Republicanos) fez uma “live” nas redes sociais criticando a posição da prefeitura.

“Isto é uma vergonha. Meu salário de vereador cai todo mês, enquanto comerciantes estão sendo impedidos de trabalhar. Mas ninguém fiscaliza a boca de fumo das drogas, mas estão impedindo um trabalhador de exercer o seu ofício”, afirmou. O vídeo teve quase 30.000 visualizações. 

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