ECONOMIA

Judeu

Coluna de Luiz Antonio Sampaio Gouveia

Judeu

Publicado em: 27 de novembro de 2021 às 05:39

Há poucos dias, em simpática e proveitosa reunião com diretores de opinião do Estadão, tradicional diário paulista, comentei aula de meu professor de sociologia na Fundação Getúlio Vargas, sobre a razão, então, nos anos 80, do século passado, para a involução dos países desenvolvidos, quando suas populações subdesenvolvidas passam a ter acesso a uma cultura desenvolvida que não podem compreender ou conhecer.

O fenômeno da comunicação eletrônica, pelos aplicativos digitais, coloca em nível de cultura desenvolvida uma contracultura, que inviabiliza a civilização, em que pese, não se deva combatê-la porque um dia, a custos embora certamente elevados, a civilização vai se estender a todos e esta é minha real e melhor esperança.

Aponto então que a ignorância não é um defeito repulsivo. Mas, simplesmente o desconhecimento quando o conhecimento não se distribui de forma socialmente justa.

Passo então ao que digo. Países europeus, a Itália notadamente em que as populações faltam, facilitam a extensão de sua nacionalidade a descendentes de italianos de toda parte do mundo. O mesmo fazendo a Alemanha e o Líbano, que não é europeu. Mas é muito também do Brasil e de toda a Humanidade. Sem falar em sua preciosa cultura maronita de raiz cultural fenícia e francesa.

Portugal cuja grande e original população era judia e que não carece de populações, nos concede agora, a cidadania portuguesa, como forma de nos reparar injustiças a judeus convertidos ao catolicismo, cristãos novos, alguns, que fomos expulsos de lá, no século XVI, espalhando-nos pelo Brasil, Argentina, Peru, México, Colômbia e igualmente pelos Estados Unidos, fundando Nova York.

De minha parte, como descendente de Amador Bueno, o paulista que não quis ser rei do Brasil e dos bandeirantes Baltazar de Godoy Moreira e Fernão Dias, a partir também de ser descendente de Messia Uçu, uma índia de São Paulo de Piratininga, que se casou com um cristão novo, Salvador Pires, lá em 1500, estou habilitado a partir de assim qualificado, pelo Serviço Israelita de Lisboa, a ser reconhecido de ascendência judaica e conseguintemente cidadão português, o que não é o mesmo que nacional português, embora isto seja mera questão jurídica.

Vejam que curioso. Sou de ascendência judaica a partir de uma tupinambá e também já recebi o reconhecimento do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, como descendente de Bartira, uma índia, prima da Messia Uçu, que se casou com outro judeu, João Ramalho, a quem chamam por Adão Paulista. Meus filhos igualmente descendem de Baltazar de Abreu Sodré, um judeu, cristão novo, curiosamente devoto de Maria Santíssima, instalado na Baixada Fluminense, em 1640, mais ou menos. Sem embargo todos eles ostentam mancha mongólica no corpo, sinal de ascendência africana ou asiática. Seria por parte de seus outros antepassados, Campos Salles ou Cerqueira Cesar, da vó madrinha?

Mas pergunto, porque escrevo isto? Sim, porque creio na superação do racismo na sociedade brasileira porque somos um pouco de tudo, um povo universal. Todavia também porque um imperador do dedo e descontrolado da língua, outro dia por um aplicativo e distorcendo uma manifestação minha desnecessariamente, disse que eu mentia a dizer ser judeu, ofendendo-me. Sou! A caminho de um melhor conhecimento da religião judaica. Ele é que é ignorante das origens das populações brasileiras, senhor dos aplicativos do pouco saber e muito falar. Dissera-me por isto mentiroso. Nunca menti! Como me ensinou o seu Haddad, um “turco”, da geração de meus pais, com quem aprendi e andei muito no Ibirapuera, antiga propriedade da Maria das Estradas, minha outra avoenga paulistana. Que nome interessante, não? Dizia o seu Haddad, para mim: Doutor advogado, não? Burila a verdade, mas não mente e assim fica minha resposta ao meu companheiro das cibernéticas, ofensor também da Advocacia em seus posts. É uma pena a presunção do saber de quem pouco sabe.

Bem! Mas agora, vou ao meu boxe tailandês nessa manhã paulistana cinzenta, dessa sexta-feira, de quase novembro, nessa Paulicéia Desvairada, que já foi nome de bar em Santa Cruz. Porque, para mim, o dedo é um instrumento de amor e disputar, somente no esporte. Nunca, na política do baixo clero. Porque preferências políticas mudam como o vento e amigos verdadeiros nunca passam.

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