ECONOMIA

Otacílio agiu de forma diferente com pequenos

Ex-prefeito despejou zelador da escola Arnaldo

Otacílio agiu de forma diferente com pequenos

O ex-prefeito Otacílio Parras (PSB)

Publicado em: 17 de abril de 2021 às 02:42
Atualizado em: 17 de abril de 2021 às 02:47

Sérgio Fleury Moraes

A cessão ilegal de um terreno do município para uma concessionária de automóvel mostra que a prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo age de forma diferente quando se trata de reintegração de posse.

Há anos o TCE julgou irregular a licitação e os contratos que resultaram na entrega do terreno de quase meia quadra à concessionária Sasel, antiga revendedora dos veículos Volkswagen.

O município, porém, agiu de forma lenta e até omissa, não adotando providências quando uma flagrante ilegalidade foi apontada pelo órgão oficial de fiscalização. Com o contrato anulado e o caso julgado ilegal, o correto seria a prefeitura adotar providências urgentes para reaver o imóvel.

Afinal, o município reclama que não tem locais públicos para abrigar diversas repartições. No governo de Otacílio Parras (PSB), por exemplo, um dos últimos imóveis alugados foi a casa do ex-prefeito Onofre Rosa de Oliveira, onde hoje funciona o Projeto Guri.

Otacílio, por sinal, já sabia que o contrato com a Qualitá era irregular e ilegal, mas não fez nada. No final do último ano de sua administração, quando a Qualitá transferiu a cessão do prédio público para a “Colleto 3R”, ele notificou a nova empresa como uma medida para se precaver de um possível processo por improbidade. 

Em entrevistas a emissoras de rádio, porém, o ex-prefeito dizia que a concessionária Volkswagen iria deixar o local simplesmente porque estava construindo uma nova sede, nos altos da avenida Clementino Gonçalves. Chegou a dizer, inclusive, que era a Volkswagen quem não permitia sua concessionária em imóvel público.

Mas em 2018, quando Otacílio Parras (PSB) ainda era o prefeito, o governo agiu rapidamente para perseguir um funcionário público que ousou criticar seu “homem forte” na ocasião. 

Osmar Pinheiro, trabalhador da Codesan e zelador da escola “Arnaldo Moraes Ribeiro”, morava havia quase 20 anos nos fundos da instituição de ensino. Ao denunciar o dirigente, Osmar pagou caro. Recebeu uma ordem de despejo para deixar a residência em 30 dias.

A Justiça suspendeu a ordem de Otacílio, mas, desgostoso, Osmar resolveu sair da casa após aceitar um acordo judicial. O funcionário construiu uma pequena casa num terreno na periferia da cidade, onde mora atualmente

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