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Televisão influencia na escolha de nomes

Televisão influencia na escolha de nomes

Domingo, 17 de junho de 2001

CAPA03Inspirados principalmente em personagens de novelas, mas também em filmes, músicas, livros, jogadores de futebol e artistas de um modo geral, muitos pais escolhem os nomes de seus bebês. Mas nem sempre o “nome” tão apreciado por eles agrada os filhos quando maiores. Por causa disso, atualmente antes de registrar uma pessoa, os funcionários de cartórios tomam uma série de cuidados. A maior preocupação é que o nome registrado não exponha o seu portador em situações vexatórias.

Nos últimos tempos os nomes “campeões” de incidência na escolha dos pais santa-cruzenses são “Sandy” para as meninas e “Matheo” — e suas variações na escrita — para os meninos. Mas existem também muitas “Sashas”, “Biondas”, “Milenas”, “Enzos”, entre outros.

“As novelas são as maiores influenciadoras. Se a personagem é boa, bonita ou se destaca por algum motivo, chove registros com o nome dela. Isso mostra a influência da televisão na escolha dos nomes dos filhos”, evidencia a oficial do cartório de registro civil das pessoas naturais da cidade, Nilce Pedro Vicente.

Alguns pais chegam ao cartório sem mesmo saber a grafia correta do “nome” desejado. Nesses casos, o que importa é a boa lembrança ou homenagem que o nome do filho vai proporcionar.

Sem poder opinar ainda, às vezes as crianças já saem com apelidos do próprio cartório, principalmente quando o nome recebido é longo ou de pronúncia difícil. E em algumas situações os nomes escolhidos dão margens a apelidos ainda mais estranhos. “Quando eu percebo que isso poderá acontecer, eu alerto aos pais, mas são eles quem decidirão. Procuro orientar, mas não me intrometer na escolha”, declara Vicente.

Nomes estrangeiros — A oficial do cartório diz que um dos problemas na hora de registrar uma criança é quando os pais escolhem nomes estrangeiros. “Às vezes os nomes são muito difíceis e nem eles sabem definir como querem que seja a escrita”, conta. “Procuro sempre deixar a critério dos pais a escolha. Peço para escreverem da forma como querem; original ou aportuguesada”, relata Vicente.

Por esse motivo surgem nomes parônimos (de pronúncia igual, mas escrita diferente), como “Jhonatan”, “Jhonatã”, “Geonata”, “Dionata” e “Dionatan”. O mesmo acontece com nomes como “Washington”, “Jackson”, “Michele” e muitos outros. Vicente diz que não há problemas em registrar nomes estrangeiros, mas procura orientar quando à grafia correta.“Se eu souber que está errado eu não registro. Errar agora para retificar depois não adianta”, declara a oficial.

Ela reconhece que há muitas pessoas que reclamam de “erros” nos nomes e culpam os cartórios por isso. “Claro que pode haver erros, mas muito menos do que se fala. É por isso que pedimos para as pessoas conferirem com atenção antes de assinarem o registro dos filhos”, diz. “Mas na verdade sabemos que muitos pais acabam dizendo que o nome foi ‘erro’ do cartório para não assumirem que deram um nome desgostado pelo filho”, disse.

Sobrenomes — Vicente diz que há confusão quanto à colocação de sobrenomes. Segundo ela o sobrenome paterno deve obrigatoriamente ser colocado no filho. “Mas nós aconselhamos também colocar o sobrenome materno quando os prenomes são muito comuns, para evitar a incidência de muitos nomes homônimos”, esclarece.

As confusões acontecem, por exemplo, quando algumas pessoas insistem em colocar sobrenomes diante de nomes. “Muitos querem registrar o nome ‘Stalone’, mas eu não posso fazer isso porque é o sobrenome de um ator estrangeiro e não um nome”, lembra Vieira.

Outra confusão é quando algumas pessoas querem registrar “Junior” antes do sobrenome. “Junior não é nome. Deve vir depois do sobrenome para indicar que o filho recebeu o mesmo nome do pai, mas muitos confundem”, orienta a oficial do cartório. Mas os maiores problemas surgem quando há casamentos entre pessoas com sobrenomes que também são substantivos comuns ou adjetivos, cuja combinação pode provocar transtornos ao seu portador. Citam-se “Pinto”, “Do Rego”, “Boceto”, “Grande”, Redondo”, “Veado”, entre outros.

Em Santa Cruz houve um caso em que a mulher optou em retirar o seu sobrenome para receber o do marido. “Mas esse caso é uma exceção porque a junção dos nomes poderia deixar a pessoa em situação vexatória. Em outros casos é proibida a troca de nomes e sobrenomes, a não ser por ação judicial”, declarou.

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