POLÍTICA

Com duas mulheres na Câmara, tabu de duas décadas é quebrado

Diego nomeia João Marcelo (PSD) para a Codesan, e professora Roseane assume a cadeira no Legislativo

Com duas mulheres na Câmara, tabu de duas décadas é quebrado

À esquerda, Mariana Fernandes; à direita, a nova vereadora Roseane

Publicado em: 29 de maio de 2021 às 00:07
Atualizado em: 29 de maio de 2021 às 01:16

André Fleury Moraes

Uma notícia caiu de repente na pacata segunda-feira, 24, pouco antes da sessão na Câmara: o quadro Legislativo teria nova mudança. Pouco antes, o prefeito Diego Singolani havia convidado o vereador João Marcelo Santos (PSD) para assumir a vaga de diretor financeiro da Codesan, que ficou vaga após a morte do advogado Carlos Henrique Gonçalves. Na vacância, assumirá, a partir da próxima sessão, a suplente Roseane de Freitas (PSD),

Aos 51 anos completados no último dia 29 de abril, ela obteve 472 votos na eleição do ano passado e quase conseguiu entrar para o Legislativo. Foi a segunda disputa dela nas urnas. Agora, porém, terá a chance de mostrar suas ideias e projetos para a cidade — em especial, é claro, ao esporte, setor pelo qual é conhecida.

Na prática, a dança das cadeiras coordenada pelo prefeito Diego Singolani (PSD) quebrou um tabu de 21 anos na política de Santa Cruz do Rio Pardo. Pela primeira vez desde a eleição de 2000, duas mulheres terão espaço e voz no Legislativo. Na disputa daquele ano, Wanda Rios e Maura Macieirinha se elegeram.

No ano passado, em entrevista ao DEBATE, Roseane já havia antecipado que uma de suas bandeiras é, justamente, uma maior presença feminina nos debates públicos.

A ida da professora à Câmara traz ainda mais expectativa aos colegas da Casa porque, desde o início do ano, foram poucos os pronunciamentos de Mariana Fernandes (MDB). Há a avaliação de que a presença de Roseane no Legislativo possa gerar união entre as colegas de grupo — ambas compõem a base do prefeito Diego.

Ainda na segunda-feira, 24, Roseane divulgou um áudio no WhatsApp em que anunciou a novidade e disse que sentia uma mistura de “tristeza e felicidade”. Dias antes da notícia de que seria vereadora, ela perdera o marido para a Covid-19. Ela também contraiu a doença e teve 50% do pulmão comprometido, mas conseguiu se curar.

Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, ela chegou a Santa Cruz do Rio Pardo depois de perder um emprego. O convite partiu de seu sogro e logo de pronto gostou da cidade. Em 2012 começou a trabalhar na prefeitura e, desde então, se engajou em dezenas de projetos relacionados a esporte e cultura.

Em 2017, por exemplo, levou o grupo de hidroginástica para desfilar no bloco da Acogelc durante o carnaval.

Em entrevista à rádio Difusora na semana passada, disse que ainda precisará estudar os trâmites do processo Legislativo, com o qual ainda não tem afinidade, mas garante que quer entrar para somar. “Estou segura”.

João Marcelo Santos, por sua vez, terá de renunciar ao mandato na Câmara porque assume um cargo de direção — incompatível com a vereança. Ele terá um salário de R$ 8 mil na autarquia.

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