POLÍTICA

Já há espaço para pensar o pós-pandemia, diz prefeito Diego

Queda nos índices pode ser sinal positivo, e governo já avalia obras para fomentar o turismo

Já há espaço para pensar o pós-pandemia, diz prefeito Diego

O prefeito Diego Singolani (PSD) (Foto: André Fleury)

Publicado em: 10 de julho de 2021 às 05:26
Atualizado em: 10 de julho de 2021 às 01:21

André Fleury Moraes

Da cadeira de prefeito e com a caneta na mão, o prefeito Diego Singolani (PSD), mandatário mais jovem a assumir a administração, não esconde o entusiasmo com os primeiros sete meses de governo.

E não nega: tem trabalhado mais do que o esperado. Primeiro porque, logo ao assumir, se deparou com a variante P1 da Covid-19, potencialmente mais letal e contagiosa, e viu os índices da pandemia triplicarem em Santa Cruz do Rio Pardo.

“Isso desestimula a gente de alguma maneira, até porque outros projetos ficam em segundo plano”, afirmou na quarta-feira durante entrevista ao DEBATE.

Segundo ele, porém, já é possível, ao menos por ora, vislumbrar uma luz no fim do túnel. Com incremento na vacinação, a queda no número de mortes tem sido visível. A partir de agora, diz o prefeito, o governo trabalha com duas frentes: o final do ano com e sem pandemia. Claro que a segunda é a preferível.

*

Como o sr. avalia os primeiros sete meses de mandato? 

Positiva, com certeza. Conseguimos manter aquilo que já estava engatilhado, e também há frentes novas de projetos. A pandemia atrapalha, com certeza, e desestimula. Diariamente gravamos o boletim, com mortes e novos casos, e isso tira o protagonismo do governo. Mas estamos com ideias e projetos novos para o pós-pandemia, e acredito que serão bons anos para Santa Cruz. Tem muita coisa acontecendo e muita coisa para acontecer.

 

No início do ano o sr. disse que a pandemia não corroía o orçamento do município. Mudou de ideia?

Não. Já conseguimos um superávit financeiro mesmo com a pandemia. Lá na frente vai refletir, é claro. Todo esse recurso que estamos colocando na Saúde e na Santa Casa é um valor que estaria livre para outros investimentos. Afinal, R$ 600 mil para o hospital equivale a um quilômetro de asfalto, por exemplo.

Houve aumento do custo de algumas coisas, sobretudo na Saúde, mas redução em outros setores que não estão funcionando. Como houve melhoria na arrecadação, não acredito que vá impactar. Nós vamos deixar de ganhar, mas não perder.

 

Houve um incremento na campanha de vacinação, e os imunizantes estão chegando cada vez mais aos jovens. A pandemia arrefeceu em Santa Cruz?

Conforme você diminui o número de casos novos e aumenta a vacinação, outras atividades começam a respirar. E o governo automaticamente vai retomando alguns setores. Não tenho a segurança para dizer que a Covid reduziu, não sei como será daqui para frente. Mas se tudo continuar assim, creio que em novembro todos estaremos todos vacinados com a segunda dose. Caso esse calendário se concretize, temos dois planos para o final do ano: com e sem pandemia. Preferimos o segundo, é claro.

 

Como está o plano para o final do ano sem pandemia?

Quero descentralizar os enfeites de Natal no município, assim como o Esporte e a Cultura, justamente para fomentar o turismo daqui para frente. Também pretendo levar eventos como a “feira da lua” para os bairros.

Os secretários estão cientes disso. Tanto que não falamos mais em projetos, mas sim em metas. Se algum deles me disser que tem um projeto para o final do ano, eu demito [risos]. Agora é meta, e vamos trabalhar nelas ponto por ponto.

O prefeito Diego Singolani (PSD) em seu gabinete. Ele tirou a máscara para tirar a foto

 

Temos alguns eventos planejados, já, mas e outros maiores, como a Festa do Peão? Ela pode acontecer?

Não sei. Se o calendário de vacinação se concretizar, e a Covid tiver o mesmo comportamento do que outros vírus, provavelmente consigamos realizar a festa. Se a pessoa que organiza pode angariar recursos neste curto período de tempo é outra história.

 

A Santa Casa segue sob intervenção. Falava-se em quatro anos de subvenção do governo. Pela pandemia, acredita que o prazo será maior?

A previsão inicial era de quatro anos, até dezembro de 2024, quando se encerram alguns empréstimos que prejudicam o equilíbrio financeiro do hospital. O que precisamos é de mais mão de obra especializada.

 

Passado um ano e meio desde o início da invervenção, alguns profissionais reclamam de interferência política no hospital. Como o governo avalia isso?

É o que eu digo desde o começo. Se interferência política for trabalhar seriamente, ela existe. Eu fui criado lá dentro, sei como funciona. A gente conhece cada um que está lá. Por isso que a parte que reclamava parou de falar.

 

O governo planejou fechar a UTI Adulto para transformá-la numa unidade semi-intensiva. Não houve um desgaste desnecessário da instituição?

Nunca houve fechamento. Houve uma redução nos dados da Covid naquela época e temos uma demanda de cirurgias eletivas, que estão paradas desde o ano passado. Tivemos que fazer uma higienização na unidade, e a ideia era descer o ambiente da UTI.

Enquanto isso foi negociado, o dr. Walter [Henares, ex-coordenador da UTI Adulto] foi convidado para participar deste projeto e colaborar. O que houve foi uma briga de condutas entre médicos. Nisso, o Jonas assumiu.

 

A polêmica gira em torno da designação da equipe da UTI Adulto para o comando do Jonas.

Porque o dr. Walter se demitiu.

 

Mas isso foi antes da demissão dele.

A partir do momento que é Covid, a coordenação é com o Jonas. Ele vestiu a camisa desde o começo e enfrentou a pandemia. Desde o início da pandemia criaram hospitais de campanha, que não têm suporte adequado para UTI, por exemplo. O que houve foram conflitos entre médicos. Não podemos tirar a credibilidade do hospital.

 

Outra polêmica recente se deu com relação à Ummes e seus gastos com OSs. Como está a relação das prefeituras com o consórcio?

Não tenho participado de reuniões. A última foi quando anunciaram aquela compra de vacinas, quando expliquei que não havia nada garantido.

 

Voltando ao pós-pandemia. Como estão as obras, por exemplo, do Parque Ecológico?

Estamos caminhando. Já está separada uma verba de R$ 150 mil para a construção de uma lanchonete, e estamos agilizando a reforma da casa do zelador. Os pedalinhos também já estão comprados, e pretendemos construir um parquinho no local.

Há outras questões. Queremos fazer, por exemplo, um acesso ao rio Pardo, mas isso está sendo analisado pelo Ministério Público ambiental.

 

Há algum prazo para inaugurá-lo?

Oficialmente, talvez no ano que vem. Mas o projeto é amplo, e sua construção naturalmente demora. Até porque vamos fazer outorga onerosa com empresas, inclusive no Clube Náutico. Quanto mais recursos entrarem, melhor ficará o projeto. Por isso, acredito que sua ampliação não vá parar.

 

E as outras obras?

Próximo ao Parque das Cerejeiras, na Chácara Peixe, quero fazer a praça dos Ciclistas, onde haverá um monumento e ponto de água. No final da Carlos Rios, onde apareceu uma onça, quero fazer o “Bosque da Onça”.

No final da Ponte Nova, onde há um bosque que segue abandonado e vamos revitalizá-lo. Estamos fazendo estradas, mas não queremos parar nisso.

Quanto à mobilidade urbana, temos a meta de urbanizar desde o distrito industrial até o início do perímetro urbano. Já fizemos reunião com a Artesp. Quero trocar a vicinal Plácido Lorenzetti, hoje sob concessão da Cart, pela estrada que liga até Caporanga. Se assumirmos a Plácido, queremos fazer uma avenida com canteiro e iluminação.

 

Isso inclui a rua Pedro Camarinha?

Estamos em conversa com comerciantes. Alguns reclamam do trânsito, mas se deixarmos aquele trecho com mão única vai prejudicar o comércio local. Não há nada concreto ainda, mas pensamos em recuar a calçada para melhorar o acesso.

Mas há outros projetos. Por exemplo, queremos prolongar a avenida Rosa Pereira Nantes para tentar chegar até o museu. E há a pretensão de se construir uma nova ponte sobre o rio Pardo, mas o impasse está no custo. A elaboração da planta já é extremamente cara.

 

Além da questão urbana, temos personalidades esquecidas que nasceram em Santa Cruz. Orlando Villas-Bôas, o maior sertanista do Brasil, é um exemplo. Além de Umberto Magnani e Márcio Martins Moreira.

Vamos valorizar todos. Quero encomendar uma estátua do Umberto, mas o projeto é caro. Pretendo encaixá-la em alguma verba do MIT (Município de Interesse Turístico). E vamos revitalizar a praça dos Expedicionários, instalar LED e também painéis com a história de Santa Cruz do Rio Pardo. Mas a ideia é descentralizar para tornar atrativos vários pontos da cidade.

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