CULTURA

Fisioterapia pélvica é arma que melhora a saúde sexual

Fisioterapia pélvica é arma que melhora a saúde sexual

Publicado em: 24 de janeiro de 2017 às 00:32
Atualizado em: 30 de março de 2021 às 08:43

A fisioterapia é a ciência que estuda, diagnostica, previne e recupera pacientes com distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano. Porém, essa modalidade não se limita apenas a doenças geradas por alterações genéticas, traumas ou enfermidades comuns. Hoje, é possível que a fisioterapia realize a reabilitação dos músculos íntimos do períneo chamados de músculos do assoalho pélvico.

A fisioterapia pélvica é uma nova área da saúde que atua nos músculos íntimos com o objetivo de realizar exercícios físicos gerais e direcionados ao períneo e toda a região da pelve de homens e mulheres, além de aparelhos com eletroestimulação e biofeedback, técnicas específicas para os músculos locais, vibração e outros.

Segundo a fisioterapeuta e consultora em sexualidade Fabiane Dell’ Antônio, o tratamento com a fisioterapia contribui para que há melhora do conhecimento do próprio corpo, aumentando a percepção corporal e perineal e também a sensibilidade do pênis, ânus e vagina, além de normalizar a lubrificação vaginal, melhorar a ereção e controle da ejaculação do homem, sem contar na melhora do orgasmo e desejo em homens e mulheres.

“Quando estes músculos estão saudáveis, a circulação e inervação estarão íntegras e contribuirão para a saúde local e o prazer de homens e mulheres. Afinal, com o envelhecimento e atividades diárias e sexuais há possibilidade de lesões e alterações nas estruturas locais com comprometimento na lubrificação, excitação, desejo, ereção, ejaculação, prazer e orgasmo”, explica Fabiane.

Além disso, a falta de relaxamento desses músculos pode tornar a penetração vaginal ou anal dolorida, o ensino do relaxamento perineal é recomendado nesses casos, na mulher tem-se o vaginismo e vulvodínia (dificuldade ou impossibilidade de penetração vaginal). As mulheres que sentem dor na volta das atividades sexuais, no pós-parto, também podem se beneficiar com a fisioterapia.

Alguns fatores de risco — como envelhecimento, alterações hormonais, gestação, partos, cirurgias locais, alterações posturais, prisão de ventre, uso de drogas, sexo sem adequada lubrificação, atividades de impactos com frequência e sexo com pouca idade — podem alterar o sistema muscular local e comprometer a vida e a saúde sexual.

Caso não sejam tratadas, as alterações nos músculos do assoalho pélvico ocasionam enfraquecimento local com lesão de nervos, vasos sanguíneos e fáscia, a longo prazo alterações nas funções que estes músculos exercem. Com isso, os órgãos pélvicos podem se deslocar para baixo, como na conhecida “ bexiga baixa”. Pode, ainda, haver incontinência urinária ou fecal, prisão de ventre, má postura, dores e dificuldades no parto normal, assim como comprometimento na vida sexual.

“Para evitar e prevenir lesões, homens e mulheres devem ter os músculos íntimos saudáveis, ou seja, não podem estar tensos ou flácidos, mas com um tônus normal, adequada circulação, sensibilidade, força e elasticidade”, disse a fisioterapeuta. “Músculos saudáveis terão maior resistência contra os fatores que podem ocasionar lesões que ocorrem durante a vida, ou se houver lesão os mesmos terão melhor recuperação”, ressalva a profissional.

Atualmente a fisioterapia pélvica atua nos hospitais de grandes centros, postos de saúde e centros universitários, além dos consultórios particulares. “O serviço público de saúde oferece estes atendimentos para doenças e complicações no pós-parto, mas no Brasil ainda há pouca atuação de fisioterapeutas voltada à sexualidade, tanto no serviço privado como público”, alerta Fabiane.

Ainda que existam profissionais na área, é possível que as pessoas realizem exercícios em sua própria casa com o auxílio de massageadores para trabalhar os músculos do períneo, assim como vibradores diversos, cones com pesos, bolinhas e exercícios ensinados somente pelo fisioterapeuta com atuação na área pélvica. Por fim, recomenda-se avaliação com o fisioterapeuta para o diagnóstico e ensino dos exercícios e uso dos produtos em casa.




Mulheres visitam mais os dentistas

Um levantamento com mais de 550 mil usuários da Caixa Seguradora Odonto, uma das maiores operadoras de planos odontológicos do Brasil, mostra que as mulheres são mais preocupadas com a saúde bucal comparadas aos homens. De acordo com a pesquisa, o gênero feminino é o que mais utiliza o plano odontológico, representando 60% do total. “As mulheres parecem ser mais preocupadas com a aparência, o que contribui para que a frequência ao dentista seja maior”, afirma Rosane Menezes Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto.

Por faixa etária, a que mais utiliza os planos fica entre 31 e 40 anos, com 23%, seguida da faixa de 21 a 30 anos, com 20%. “Muitas pessoas não sabem, mas também é muito importante que as crianças frequentem o consultório do dentista. Ensinar bons hábitos de higiene bucal para as crianças é um investimento que trará benefícios para toda a vida deles”, explica Rosane.

Ainda segundo o levantamento, entre os procedimentos mais procurados está a raspagem, tratamento que remove o tártaro que se instala entre a gengiva e os dentes e a restauração, procedimento que visa eliminar a cárie dental e restituir o formato original do dente.
SANTA CRUZ DO RIO PARDO

Previsão do tempo para: Sexta

Céu nublado com aguaceiros e tempestades
31ºC máx
20ºC min

Durante a primeira metade do dia Céu encoberto com tendência na segunda metade do dia para Períodos nublados com aguaceiros e tempestades

voltar ao topo

Voltar ao topo