Microfisioterapia é novidade no combate às causas das doenças

TÉCNICA — Através de movimentos, o fisioterapeuta Diego Vinícius Andrade descobre “registros” indesejáveis

Técnica desenvolvida na França vem ganhando espaço no
Brasil e consiste na busca de registros que provocam males

A microfisioterapia também pode ser aplicada com sucesso em crianças

Fazer uma “leitura” completa do corpo através de toques suaves. É isto que se propõe a técnica da microfisioterapia, criada em 1983 pelos franceses Daniel Grosjean e Patrice Benini e que tem revolucionado tratamentos em todo o mundo. Trata-se de uma terapia manual que busca encontrar a causa de um problema e estimular o organismo para combater a patologia. Em Santa Cruz do Rio Pardo, um dos profissionais que aplica a técnica é o fisioterapeuta Diego Vinícius Andrade Batista, 26.
Tradicionalmente, a fisioterapia tem a função de reabilitar funções do corpo que foram afetadas por traumas ou doenças — como AVC, pneumonia e uma série de problemas. Através de exercícios contínuos e técnicas, o paciente recupera total ou parcialmente movimentos e funções. Mas a microfisioterapia vai além, possibilitando descobrir datas de eventos considerados ruins e ajudando o corpo a se livrar destes traumas.
“Esta técnica consegue detectar registros de acontecimentos, desde traumas físicos a psicológicos”, explica Diego Vinícius. Segundo o profissional, o registro, neste caso, é a causa do problema e precisa ser “encontrado” para, em seguida, ser expelido.
A técnica é indicada para enxaquecas, dores de todos os tipos e até doenças comuns, já que elas podem estar relacionadas com algum problema emocional. “A timidez, por exemplo, pode acarretar má postura, influenciando dores musculares ou na coluna. Então, é preciso atacar esta timidez”, disse Diego.
Mas há outras indicações para a microfisioterapia, como ansiedade, sinusite, bursite, alergias em geral, agressividade, dores físicas, déficit de atenção, fobias, hiperatividade, traumas em geral e até depressão.
Claro que estes problemas não são detectados pela fisioterapia tradicional. “Na micro, conseguimos, inclusive, dar uma data em que o registro aconteceu”, explicou. Claro que o paciente não precisa contar este problema ou mesmo se lembrar do trauma. “O foco é a técnica encontrar a restrição e estimular o organismo a eliminar o registro”, disse.

Reações

É comum, por exemplo, o paciente ter alguns efeitos colaterais, como choro ou crise de riso. “Eu já tive pacientes que tiveram fortes dores de cabeça ou até diarreia no dia seguinte. É sinal de que o problema está sendo colocado para fora”, disse Diego Batista.
O fisioterapeuta de Santa Cruz fez cursos especiais para aplicar a técnica. No entanto, se na fisioterapia convencional o profissional consegue atender mais de um paciente durante as sessões, na micro o atendimento é individual e feito num local silencioso. Existe uma concentração na busca do registro que acarreta o problema físico ou emocional.
São pequenos movimentos que conseguem detectar este tipo de registro. Na verdade, cada camada do corpo guarda algum tipo de trauma — físico ou emocional — e, com a técnica de apalpar, é possível descobrir vários eventos que aconteceram durante a vida.
A microfisioterapia pode ser aplicada em pacientes de qualquer idade, inclusive crianças. Neste caso, não há restrições para o acompanhamento dos pais que, inclusive, é aconselhado muitas vezes.
O número de sessões depende do paciente. “Geralmente são de três a quatro sessões, com espaço de 30 a 50 dias entre elas, aproximadamente. Mas, no final, existe um teste onde o próprio corpo vai responder quando ele deve voltar”, explicou Diego.
O fisioterapeuta atende na rua Major Gabriel Botelho, 265, na vila Santa Aureliana, ao lado da panificadora Atami, em Santa Cruz do Rio Pardo. O telefone para contato é o (14) 99649-7967.

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Proprietário e Editor do Jornal Debate