‘Centro Social’ distribuiu 300 ‘sacolas de Natal’ às crianças

30O SACOLINHAS — A diretora social Celeste Lombardi mostra centenas de unidades montadas pela entidade

Entrega das “surpresas” aconteceu
na tarde da última sexta-feira, 21

Há doação avulsa de brinquedos

Sérgio Fleury Moraes
Da Reportagem Local

O Centro Social São José, fundado pelo líder religioso do bairro, Francisco Pessuto, o “Frei Chico”, fez a alegria das crianças distribuindo cestas com presentes de Natal. O evento aconteceu na sexta-feira, 21, e teve a participação das famílias das crianças atendidas pela creche. A instituição atende desde o maternal ao jardim I e II e pré-escola. No total, são 300 crianças.
A “sacolinha” é um projeto que foi implantado na gestão da presidente Ângela Sato, que ajudou a administrar o Centro Social juntamente com o fundador Frei Chico. A ideia, antiga, foi posta em prática pelo religioso. O sistema funciona com a distribuição de sacolas vazias a doadores previamente escolhidos pela instituição, com a descrição da criança a ser atendida — como número do calçado ou da roupa. Alguns doadores, por sinal, procuram o Centro Social para participar do projeto.
Hoje, são necessárias 300 “sacolinhas” para beneficiar todas as crianças atendidas pelo Centro Social. Segundo a diretora social Celeste Lombardi, os doadores recebem pedidos para a entrega de um brinquedo, um calçado e uma peça de roupa. No entanto, quem quiser pode colocar outro ítem na sacola. Há várias empresas e entidades públicas — como o Fórum ou a Justiça Trabalhista — que pedem várias sacolas, todas distribuídas entre funcionários que desejam participar da doação.
Celeste conta que a “sacolinha” acabou se transformando no objeto de desejo de todas as crianças, que são de famílias carentes dos bairros atendidos pelo Centro Social. “Elas perguntam o ano todo se vai ter sacolinha e se haverá presentes dentro delas”, conta Celeste. Afinal, para muitas crianças será o único presente de Natal.
Quando as sacolas são devolvidas pelos doadores, começa o trabalho de montagem, a cargo de Celeste, Renata Vitorino, Mônica Brandini e Rosângela Pitol. Como também há doadores que oferecem dinheiro, cada sacola recebe outros produtos comprados diretamente pela instituição. “Procuramos deixar todas elas bem recheadas”, explicou Celeste, que há 19 anos organiza as “sacolinhas”.
A preocupação das dirigentes com as crianças é tanta que alguns brinquedos doados individualmente também são entregue a algumas famílias. “É que muitas vezes a criança atendida pelo Centro Social tem um irmãozinho, que também não vai ficar sem um presente”, explicou Celeste.


Panetones foram fabricados na cozinha da “Casa do Menor”, no Itaipú

‘Chocolataria’ fabricou
mais de 4 mil panetones

Chocolataria finaliza panetones

Uma das fontes de renda do Centro Social São José e da Casa do Menor “Adelina Aloe”, as duas instituições fundadas por Frei Chico, é a Chocolataria que foi batizada com o nome do saudoso pároco do bairro São José. A produção de confeitos, porém, não se resume à Páscoa, período em que os ovos da entidade são os mais cobiçados da cidade. No Natal, a fabricação de panetones atingiu mais de 4.000 unidades neste ano.
A produção é dividida entre a Casa do Menor, que fica no bairro Itaipú, e o Centro Social, no São José. A última fornada saiu na semana passada e vai completar as centenas de encomendas de famílias e empresas da cidade. Além disso, cada criança assistida pelas duas entidades também receberá um panetone.
A fabricação inclui também o “Chicotone”, que acabou se transformando no principal produto natalino da chocolataria. A guloseima, por sinal, ganhou recheios e coberturas especiais e há até sabores “alpino” e “ferrero rocher”.

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