Professora usa o jornal em atividades com alunos do Ensino Fundamental

Alunos manuseiam o DEBATE durante trabalho em sala de aula

Crianças da ‘Sinharinha’ de apenas 7 anos já estão
aguçando o senso crítico e compartilhando informações

PROJETO — Manusear e ler jornais é orientado pela própria apostila

Sérgio Fleury Moraes
Da Reportagem Local

Estimular a leitura, mostrar o prazer de saborear o acesso às informações e usar uma ferramenta prática para motivar os estudantes. Esta é a filosofia da professora Denise Maia Abreu, que está usando exemplares do DEBATE para atividades com seus alunos na escola “Sinharinha Camarinha”. Este tipo de trabalho, segundo Denise, é um dos tópicos da apostila “Ler e Escrever”, da secretaria de Estado da Educação.
“Eles estão amando”, contou a professora. A atividade, por sinal, já está aguçando o senso crítico dos alunos do 2º ano do Ensino Fundamental. Um grupo, por exemplo, disse que falta no DEBATE uma coluna sobre gastronomia. “Outros querem mais reportagens sobre economia. Na verdade, eles estão muito críticos, o que é muito bom. Eles leem mesmo e gostam muito”, disse. Alguns alunos, cuja idade média é de 7 anos, reclamaram da dificuldade em fechar as palavras cruzadas diretas.
Denise contou que os alunos, graças a uma parceria da escola com o jornal, levam semanalmente exemplares do DEBATE numa “sacola literária”, junto com livros, revistas e gibis, para compartilhar a leitura com a família. “É importante eles manusearem o jornal e aprenderem a ler. As crianças descobriram que o jornal é um veículo de comunicação muito rico, com vários gêneros de textos”, afirmou. A professora explicou que também há revistas nestas atividades, “mas eles preferem o jornal”.
A atividade começou no início do ano, preparando os alunos para o 5º ano, quando a leitura passa a ser essencial. “No segundo semestre, irei mais a fundo neste trabalho”, explicou. Denise costuma ensinar aos alunos que cada veículo é diferente e alguns, inclusive, são especializados em alguns temas específicos. “Também explico que há jornais maiores e outros menores, uns mais abrangentes em termos de notícias e textos”, disse.

Alunos dão até sugestões do que falta nas páginas do jornal, como culinária

Conhecimento

Denise Maia reconhece que, hoje, as redes sociais são grandes concorrentes de jornais, revistas e livros. No entanto, acredita que elas não são suficientes para inibir a leitura. “Depende de como o professor trabalha, de como é feita a apresentação do jornal. Eu, por exemplo, mostro que o jornal é uma das melhores fontes de sabedoria. A internet também pode oferecer conhecimento, mas é difícil e não se consegue manuseá-la, como o papel”, afirmou.
A escola “Sinharinha Camarinha” desenvolve vários projetos voltados ao estímulo da leitura. O “Sacola Literária”, por exemplo, foi lançado no ano passado e o objetivo foi ampliar os horizontes da leitura. A ideia é simples, mas eficaz. Cadernos de jornais da grande imprensa, exemplares do DEBATE, revistas e até gibis são levados para casa pelos alunos, numa sacola, para que a leitura seja compartilhada por toda a família. Com isso, o hábito da leitura não é apenas estimulado na escola. O material permanece na casa do estudante durante uma semana.
Outra inovação é que a “Sinharinha Camarinha” possui uma biblioteca exclusiva para crianças do 2º ao 5º ano, inclusive com bancadas mais baixas para facilitar a procura pelos livros. É outro esforço da escola para manter seus alunos próximo do conhecimento num mundo infestado pelas “fake news” e por muita desinformação.

  • Publicado na edição impressa de 04/08/2019
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