Santa Casa de Ourinhos fez primeiro parto na água

HUMANITÁRIO — A mãe do bebê, Luisa Gonçalves, afirma que optou pelo parto na água por considerá-lo mais humanizado

Técnica prioriza a humanização do trabalho de
parto normal e é tendência no hospital de Ourinhos

INDESCRITÍVEL — Segundo a gerente Daniela Souza, o parto de Luisa foi “emocionante e do melhor jeito possível”

Diego Singolani
Da Reportagem Local

A Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos realizou, na semana passada, o primeiro parto na água do “Centro Materno Infantil”, recentemente inaugurado. Durante o procedimento, a mãe ficou dentro de uma banheira com água aquecida, cobrindo toda a barriga. O marido pôde acompanhar o procedimento de perto, ao lado da mulher.
A mãe, Luisa Gonçalves Pinheiro, teve um parto tranquilo para a bebê Gabriela. “Eu escolhi o parto na água, pois desde que fiquei grávida gostaria de ter o parto normal. Ao saber que iria inaugurar a banheira na Santa Casa optei pela água, pois seria um parto o mais humanizado”, afirmou Luisa.
Uma das características mais significativas dos partos naturais é a busca pela redução de traumas, tanto da parte da mãe quanto do filho, fazendo com que o ritmo seja ditado por eles.
Assim, intervenções de terceiros só são feitas quando há uma real necessidade, e a presença do companheiro pode se dar de forma ativa. Inclusive, não há problema algum caso desejem que este entre na banheira, juntamente com a mãe.
A gerente de enfermagem da Santa Casa de Ourinhos, Daniela Souza, afirmou que a humanização dos partos é uma tendência do hospital.
“Hoje contamos com a banheira para indução de partos normais. A experiência que a nossa equipe teve no parto da Gabriela foi indescritível, nós ficamos realmente emocionados. Nascer sem intervenções e com tudo sendo feito do melhor jeito que a parturiente queria foi algo bem prazeroso”, disse a gerente Daniela.

Parto normal

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dar à luz a um bebê é um ato natural. De acordo com a instituição, se tudo estiver bem com mãe e com a criança, o parto é um processo fisiológico que requer pouca intervenção médica.
A cesárea, cirurgia de médio porte, é recomendada em casos de complicações reais para a mulher e para o bebê e necessita, portanto, de indicação médica.
Conforme a OMS, o índice aceitável de cesarianas fica em torno de 15%. No entanto, atualmente, 55% dos partos realizados no Brasil são cesarianas. O índice — que é de 40% no SUS — chega a 84% na rede privada.

  • Publicado na edição impressa de 18/08/2019
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