CARTAS – Edição de 13/10/2029

A minha querida
pofessora Noemia Aloe

Foi na década de 60 que tive o privilégio de sentar em uma de suas carteiras do 4º ano.
Suas aulas eram sempre dadas com alegria e entusiasmo, mesmo com as nossas traquinagens, não a vi riste ou zangada.
Suas aulas de geografia e história eram ilustradas com suas fotos e postas de suas viagens volta ao mundo que tornava as aulas interessantes e de fácil aprendizagem.
Os passeios a que nos levava para visitar os idosos no asilo eram aula de cidadania, e assim a senhora nos formava para a vida de cidadão, e não somente conteúdo didático.
Ainda guardo na memória as canções do orfeão com a música “Luar do Sertão” para o encerramento do final do ano.
Os seus olhos brilhavam quando dizia aos seus alunos que todas as tardes participavam do trabalho na Creche “Fermino Magnani”, entidade da qual participou coo fundadora e por ela trabalhou durante toda sua vida.
Anos mais tarde nos encontramos nesse lugar, aí percebi quão grande seu sonho e entusiasmo que dizia deste lugar.
Convidou-me para fazer parte do seu voluntariado, topei na hora e continuei a ter aulas, só que nesta fase as aulas eram de amor ao próximo, altruísmo e amor às crianças, foi um período de aprendizado novamente.
Noemia entre tantas lembranças uma que nunca me esqueço é a “Canção de Criança” (Anísio Teixeira”, cantada por você com as crianças da creche.
Querida Mestra obrigada pelo seu exemplo de vida e todo o seu legado, de abnegação, altruísmo e amor ao próximo que a Senhora deixou pelo qual sempre lembrada.
— Neudes Zaia (sua aluna) (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

‘Treinando a sabedoria
para  
ser e viver melhor’

O que é, na verdade, sabedoria? Esta palavra é derivada do latim e quer dizer “Homo sapiens”. É o nome dado à espécie dos seres humanos. Esta expressão, literalmente, se refere ao “homem sábio” ou “homem que sabe”. Segundo esta definição, ninguém nasce “burro”, sem sabedoria para captar as coisas deste mundo; à medida que a vida se desenvolve. Pode vir à existência com algumas anomalias, doenças e problemas de saúde que nos privam deste privilégio. Sendo assim, as funções cognitivas de tais ficam comprometidas e não permitem que a devida razão, discernimento e lógica sejam usufruídas. Mas, de certa forma, todos (as), sem exceção, nascem sábios. A grande questão está em treinar e exercitar algo que é inerente aos seres humanos. Minha indignação é, em não enxergar a maioria das pessoas, adestrando algo que é inato aos seres humanos. O que vejo é apenas o caos instaurado nessa sociedade movida pelos interesses pessoais. A ganância, arrogância e a busca do poder pela avareza. Pessoas assim, não escolhem, muito menos, definem em quem vão pisar ou ludibriar em prol de seus interesses. Sermos bons e honestos, não nos garante segurança ante aos infortúnios provocados por seres assim. O mundo em que vivemos é como um tabuleiro de xadrez. Onde muitos por aí, estão loucos querendo dar o “xeque-mate”, em que não há qualquer possibilidade de fuga ou defesa. O que significa o término da partida e a derrota do “adversário” no jogo. Custe o que custar, sempre houve, há e hão de aparecer pessoas com personalidades e índoles completamente depravadas e ambiciosas. Isso envolve todas as áreas nas relações sociais. Sabe com que tipo de gente compartilhamos a vida e a existência ao nosso redor? Com os que, eu, classifico como verdadeiros “sofistas”, termo filosófico. Sofismo ou sofisma significa um pensamento ou retórica que procura induzir as pessoas ao erro. O típico discurso sofista se apresenta com uma suposta verdade. Carregado de uma aparente lógica e sentido, mas com fundamentos contraditórios e com a intenção de enganar e direcionar ao caminho inverso. Sua real intenção reside na ideia da falência, motivado por um comportamento capcioso numa tentativa de enganar e ludibriar o próximo. Digo que é um privilégio nascermos sábios, pois, imagina se fossemos seres irracionais como animais? Usando a sabedoria para viver ou, porque não dizer “sobreviver”, já não está muito fácil! E se não fosse por esse dom que recebemos do transcendente? Seriamos literalmente devoradores uns dos outros, como no mundo animal. “Qualquer semelhança é mera coincidência”. A sabedoria está em nós, nasce conosco, mas precisa ser treinada, fortalecida e expandida. Assim, com certeza, não seremos as vítimas fatais e passivas deste tabuleiro da vida. Abraço, amigos (as)!
— Teólogo Rodrigo C. Santos (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Arcanos celestes e a origem do homem
A ideia de divindade do homem, consoante ao que se pode observar socialmente, perdura como um enigma até os dias de hoje. Tentar desvendar seus respectivos escopos é, efetivamente, algo ainda mais impenetrável. Sem embargo, conquanto duvidemos dos insignes mestres do passado, trajados nos mistérios sacrossantos do oculto e do hermético, eles são que, proeminentemente, obtiveram êxito na busca pelo conhecimento dos arcanos celestes sob a égide de seres espirituais que os escoltaram com magistral tutela.
Outrossim, se refletirmos um tanto mais afundo, a essência real da natureza humana está atrelada de algum modo aos estados deiformes da consciência e, ademais, tal afirmação é impreterivelmente algo veraz; face aos que os mestres e sábios iluminados do passado diziam, como Buda, Jesus, Lao Tzé, Zoroastro, Krishna, Tiruvalluvar, Nagarjuna, Chandrakirti, Shankacharya, Kapila e &c., o itinerário inequívoco para atingir as condições supremas e universais da mente está localizado dentro do próprio ser.
A fim de alcançar tal realidade, deve o homem, por conseguinte, possuir uma apurada autoconsciência do que seu ontos é de verdade, saber para onde ele se guiará, descobrir qual o seu múnus fundamental na existência terrena, desfrutar de um conhecimento inefável de suas experiências anteriores e assim por diante; além disso, deve trabalhar e proceder suas ações diárias juntamente ao seu Paratman, i.e., o seu Eu superior, a Alma absoluta de sua espécie ôntica, com o propósito de que os resultados da busca pela iluminação tenham preclara fortaleza para com o baluarte sagrado de Ishvara.
Conforme os legítimos Adeptos asseveram, o homem se origina por uma fonte produtiva cuja geratriz tem como estro a beleza vista com magnitude no cosmos; dessarte, coligimos que o homem, porventura, sempre tenha caminhado junto tanto a Prakriti, a matriz de todos os fenômenos e Purusha, a testemunha dos fenômenos (malgrados ambas sejam imprescindivelmente cósmicas, espirituais e divinas), as quais são os dois pilares súperos de Brahma; o desvio da consciência do Eu excelso do ente humano, como deve ser apontado incontinenti, aconteceu na grande Queda da humanidade, quando o mesmo deixou de ser clarividente e transcendente e passou a ser imanente e praticamente obliterado da sua grandeza verdadeiramente celestial. Em suma, nós somos, na realidade, deuses que perderam a sua divindade e converteram-se em seres profanos e terrícolas; no entanto, estes estão, apesar de inconscientemente, sempre à procura de caminhos para retornar a esta sublime realidade, a qual sempre esteve conosco, embora não a vivamos com intensidade em nossas vidas cotidianas. Então, após todo esse discurso ser transcorrido, agora, leitor, te interrogo: “Tu almejas recuperar tua divindade ou permanecer em teu estágio primitivo e insciente de mero ser humano?”
— João Vítor Campos de Giácomo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Ainda tem fome no Brasil
Em julho, o presidente Jair Bolsonaro ofereceu um café da manhã para os correspondentes da imprensa internacional. Tudo ia bem até que o jornalista espanhol do El País disse que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estava preocupado com a desigualdade no Brasil e quis saber que medidas o governo estava tomando para reduzir a pobreza no país.
O presidente, mal assessorado, negou que houvesse pessoas passando fome no Brasil: “Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira. Passa- se mal, não come bem. Aí eu concordo. Agora, passar fome, não. Você não vê gente mesmo pobre pelas ruas com físico esquelético como a gente vê em alguns outros países pelo mundo”, talvez estivesse referindo-se à África.
É claro que a imprensa deu um grande destaque a essa grande desinformação do presidente, afinal, o que se esperaria da imprensa quando um presidente da República mostra desconhecimento? A esquerda passou vergonha com a Dilma, agora é a vez da direita… Para Bolsonaro, a miséria por si só acaba porque o nosso solo é muito rico para tudo o que se possa imaginar.
Recentemente, a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, divulgou o relatório anual sobre a fome no mundo que tem como título “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”. Embora o Brasil tenha melhorado neste século, uma parcela considerável de pessoas passa fome no país. A quantidade de desnutridos no Brasil caiu de 4,6% da população no período de 2004 a 2006 para menos de 2,5% entre 2016 e 2018. Ou cerca de cinco milhões de pessoas desnutridas.
Segundo o relatório, o Brasil voltou a piorar em consequências da crise econômica que começou em 2012. Desde então, o Brasil enfrentou a maior recessão da história, embora a economia esteja melhor, a fome não diminuiu.
A anemia entre mulheres em idade reprodutiva (de 15 a 49 anos) subiu, de 25,3% em 2012 para 27,2% em 2016. Ao menos o índice de bebês que nascem abaixo do peso ficou o mesmo, 8,4% do total entre 2012 e 2015.
E um dado surpreendente foi o fato da alimentação saudável ficar relativamente mais cara do que a comida rica em gordura, açúcar ou sal. É um fato que se observa em outras economias emergentes como China, México e África do Sul. Comidas ricas em açúcar e gordura, em geral industrializadas, ficaram mais acessíveis para a população de baixa renda gerando outra situação ruim da situação alimentar no Brasil, aumentou o índice da obesidade entre os maiores de 18 anos. Essa parcela da população subiu de 19,9% em 2012 para 22,3% em 2016.
O dado mais alarmante é que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não atualiza as pesquisas da fome do Brasil desde a última feita em 2014, sendo que estava programada uma nova no ano passado. Mesmo assim, o IBGE estimou em 15 milhões de brasileiros que passam fome.
O relatório informa que mais de 820 milhões de pessoas passam fome atualmente e está crescendo em quase toda a África, na América Latina e no Oriente Médio. E cerca de dois bilhões de pessoas estão afetadas moderadamente pela fome.
— Mário Eugênio Saturno (São José dos Campos-SP)


REPERCUSSÃO ONLINE

Balé Municipal conquista
vaga para a Itália

Via Facebook:

Parabéns, Robson William Souza, você é sensacional!
— Angélica Scarpeline (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Parabéns! Trajetória linda! Merecem todo apoio financeiro!
— Sandra Buzzo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Que sejam prestigiados e consigam seu intento. São merecedores. E muito!
— Martha Camarinha Vilas Boas (Mogi das Cruzes-SP)

O soldado com um século de vida

Via Facebook:

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Parabéns, DEBATE, vocês têm feito um jornalismo interessante, investigativo. Têm trazido a tona, histórias importantes e pitorescas da cidade. Primordial esse tipo de reportagem para resgatar a memória santa-cruzense. Uma verdadeira aula dos tempos passados.
— Maria Angela Bergonsini (Ourinhos-SP)
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Deus o abençoe Sr. Santana, figura exemplar de Santa Cruz do Rio Pardo. Minha admiração pelo senhor e família
— Mariangela Mantovani Bitencourt (Ipaussu-SP)
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Tive a honra de morar ao lado deste senhor quando eu era
criança. Homem de muita vivência, pelas quais o admiro muito.

— Victor Alexandre (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Sou de Santa Cruz do Rio Pardo, mas hoje moro em Lagarto-SE,
próximo de Itabaiana, muito boa a cidade Natal deste
senhor; quem sabe um dia ainda eu possa conhecê-lo pessoalmente.

— Jhonatas Ribeiro (Lagarto-SE)



“Fotos do Leitor”

Leonel e Carmem

— Por Edilson Arcoleze:
Astrogildo Pires de Moraes nasceu aos 18 de novembro de 1895 em Santa Cruz do Rio Pardo. Foi comerciante de calçados na Conselheiro Dantas e faleceu aos 24 de setembro de 1956. Casou em 16 de dezembro de 1925 com com minha tia-avó Mathilde Lorenzetti, nascida aos 31 de dezembro de 1900 em Santa Cruz. Ela foi uma das maiores colaboradoras do Asilo São Vicente de Paulo. Faleceu em julho de 2001, com 100 anos de idade. Tiveram quatro filhos: Lourdes, hoje 94 anos; Carmem, 92, e os saudosos Paulo e José (Zóca).

Sobre Sergio Fleury 4973 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate