CARTAS – Edição de 1º/12/2019

Proibição da soltura de rojões

Soltar rojões ou não? Eu sou a favor dessa lei porque tenho um primo autista que fica com muito medo quando ele ouve o barulho de rojões. As pessoas deveriam pensar como é importante essa lei para os autistas, bebês, crianças, idosos, animais. As pessoas que não cumprirem devem ser multadas como foi informado no jornal.
— Felipe Matheus de Freitas Carvalho e Lyan Manuel Moura Macedo, 4º ano C, E. E Professora Durvalina Teixeira da Fonseca (S. Cruz do Rio Pardo-SP)
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Primeiramente gostaria de dizer que eu achei muito interessante a noticia sobre a lei municipal que proíbe soltar rojões. Concordo que só devemos soltar os fogos de artifício com efeito visual. Essa é uma forma bonita de comemoração e que respeita as pessoas, pois crianças, pessoas doentes, idosos, autistas, e animais não se sentem bem com o barulho.
— Breno Ryan Sesca e Natacha de Brito Cruz Tavares, 4º ano C, E. E Professora Durvalina Teixeira da Fonseca (S. Cruz do Rio Pardo-SP)
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Ao ler a noticia sobre a lei que proíbe os rojões eu concordo com as regras aprovadas porque os rojões fazem muito barulho, assustam crianças e animais. As pessoas podem soltar os fogos de artifício que não fazem barulho e têm cores lindas e alegres.
— Vitor Hugo Chaves e Maria Vitoria Rodrigues da Silva, 4º ano C, E. E Professora Durvalina Teixeira da Fonseca (S. Cruz do Rio Pardo-SP)

A deusa da justiça sob densa névoa
A imagem de Thêmis, a deusa da Justiça, tem aparecido sob densa névoa aqui por nossas plagas. De olhos vendados e segurando uma balança, símbolos da imparcialidade, do equilíbrio e da igualdade da Justiça na hora de julgar os acusados, a deusa porta ainda uma espada, sinal de imposição. O nevoeiro que encobre a imagem da divindade é trazido por eventos que abalam o conceito de nossa mais sagrada instituição, o Poder Judiciário.
Na semana passada, foram afastados por 90 dias de suas funções o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia e outros cinco magistrados, na esteira de uma operação da PF para apurar suposto esquema de venda de decisões judiciais. Aqui e ali aparecem casos sobre ilícitos cometidos por juízes, situação que tem levado o Conselho Nacional de Justiça a instaurar Processo Administrativo Disciplinar. Desde 2009, foram expulsos da magistratura pelo CNJ 58 juízes que teriam recebido cerca de R$ 137,4 milhões por denúncias de irregularidades.
O fato é que a onda criminosa, como metástase de um câncer, propaga-se rapidamente pelo organismo nacional, in­filtrando-se até no Poder Judiciário. A constatação é grave. Afinal de contas, trata-se do Poder identificado com a virtude da moral. Representa o altar mais elevado da verdade e da justiça. Infelizmente, acusações, mesmo isoladas, atingindo um ou outro, acabam maculando a imagem da instituição. Nesse novo ciclo na vida política do país, a imagem de um Judiciário apequenado constitui um da­no à alma nacional.
Nunca se viu tanto impropério contra magistrados de nossa mais Alta Corte, sendo alguns marcados com a pecha de parciais. Há nove recursos no Senado solicitando impeachment de ministros. O tiroteio chega ao ex-juiz Sérgio Moro, que teria conversado cinco vezes com Paulo Guedes, antes do pleito de outubro de 2018, tratando de sua investidura como ministro da Justiça. Ele nega, mas o caso é um petardo sobre a “imparcialidade” do juiz que comandou a Operação Lava Jato.
Nenhuma autoridade pode se escudar no manto sagrado do cargo. O Judiciário que, sem demérito aos outros, é o melhor dos Poderes da República, seja pela identidade de seus integrantes, seja pela nobreza de suas funções cons­titucionais, há de atentar para comportamentos de seus pares. Deve abrir suas comportas e exibir transparência em uma lição de grandeza para limpar os pulmões judiciais e inaugurar nova era de respeito, credibilidade e deferência à instituição.
Por trás de tais eventos negativos, está a crise do Estado brasileiro, aqui posta em termos de desorganização, inadequada repartição de recursos e encargos, deficiências de estrutura e quadros, política de clientelas, patrimonialismo, mancomunação de interesses, conivência entre atores políticos e agentes da lei. Uma malha criminosa, essa é a verdade, grassa nas três instâncias da administração pública.
Não é o caso de se tomar a parte pelo todo. Mas não se pode deixar de aduzir que, se o nosso mais alto Tribunal é atingido por denún­cias, na esfera das instâncias mais baixas, a probabilidade de existên­cia de interesses escusos é maior.
Em muitos Estados, as práticas administrativas são muito influenciadas por costumes políticos desenvolvidos no seio de grupos. Infelizmente, a figura do juiz, em nosso País, já não se cerca daquela aura sagrada que tanto reverência impunha no passado. Os juízes assumiam na plenitude aqueles traços nobres, que Bacon tão bem des­creveu em seus ensaios: “os juízes devem ser mais instruídos do que sutis, mais reverendos do que aclamados, mais circunspetos do que audaciosos. Acima de todas as coisas, a integridade é a virtude que na função os caracteriza.” O rebaixamento dos níveis educacionais, dos padrões técnicos e da qualidade dos recursos humanos, o descumpri­mento à tripartição dos Poderes e o arrefecimento de valores fundamentais se fazem presentes na banalização da vida pública.
O juiz ainda tem de enfrentar um calvário particular, a via crucis da crise no seu espaço profissional, determinada pelos dilemas impostos pelo caráter dual do Estado brasileiro. De um lado, o Estado liberal, fincado nas bases do equilíbrio entre os Poderes, no império do direito e das garantias individuais. De outro, o Estado assistencial, de caráter providencial, voltado para a expansão dos direitos sociais, ajustados e revigorados pela Constituição de 88.
Os resultados vão bater na mesa do juiz: enxurradas de demandas repetitivas em questões de toda a ordem – trabalhistas, tributárias e previdenciárias. Milhares de reclamatórias vão parar nas ins­tâncias da Justiça, visando repor direitos. O próprio Estado é quem mais entope as veias do Judiciário. Que precisa ganhar condições para atender às demandas de uma sociedade cada vez mais exigente.
— Gaudêncio Torquato, jornalista (São Paulo-SP)

Condicionamento da mente: ilusão?
No filme Matrix, para quem assistiu, Neo, faz uma pergunta a Morfeu: o que é a Matrix? Ele responde a Neo que somente ele pode descobrir, de fato, o que é a Matrix. Do mesmo modo, somente cada um de nós pode descobrir e discernir a verdade da ilusão que vivemos. É um ato individual que depende de vontade, coragem e muito questionamento. É muito mais fácil permanecer seguindo a rotina, fazendo parte de um ciclo redundante do que questionar a realidade a fim de atingir a real consciência sobre o mundo que nos cerca. A escolha entre a pílula azul e a vermelha é o que determina se você quer saber o que é a Matrix. Tomando a azul, Neo voltaria à sua ilusória e superficial vida. Se optasse pela pílula vermelha, conheceria a verdade que está por trás do mundo que julgava ser real. Neo arrisca e decide pela pílula vermelha, conhecendo, finalmente, a complexa verdade por detrás do seu mundo de aparência. Neo, é instruído por Morfeu que a Matrix está em toda parte. É o mundo que ele acreditava ser real para que não percebesse a verdade. Relatando que ele, Neo, é um escravo que nasceu em um cativeiro. Uma prisão que o mesmo não pode ver, sentir ou tocar (o mesmo que a teoria da caverna de Platão). Em outras palavras, um cárcere mental. Os elementos de Matrix não passam de uma mera manipulação construída por aqueles que detêm o monopólio das relações de força, para que nós entendamos como verdadeiras. Assim, internalizamos as coisas a partir de seu valor simbólico, o que leva, por consequência, a um mundo de fantasias. Vivemos num mundo de total aparência e ilusão, que não percebemos o perigo, muito menos o real do imaginário. Sua construção se dá de uma forma tão cuidadosa que a ilusão passa a substituir o real no imaginário das pessoas. Deixando-nos de forma condicionada de tal maneira, que recusamos a aceitar que o mundo que estamos inseridos é apenas uma ilusão. Morfeu chega a alertar Neo para isso… Afirmando-lhe que, alguns indivíduos estão tão habituados a determinada “realidade” que defenderão o sistema a qualquer custo. Você precisa entender! “A maioria das pessoas não estão preparadas para despertar. E muitas delas estão tão inertes, tão desesperadamente dependentes do sistema, que irão lutar para protegê-lo. Não existe pior escravo do que aquele que falsamente acredita estar livre”.
— Rodrigo Santos, teólogo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

A Primeira Epístola aos Coríntios
Vemos nos Atos dos Apóstolos (At 17,16-34) que Paulo, durante a segunda viagem missionária, nos anos 50 dC, chega a Atenas, encontra filósofos na praça e decide pregar racionalmente, fala em nome do Deus desconhecido, mas com pouco sucesso. Então, parte para Corinto.
Paulo permaneceu um ano e meio em Corinto, iniciando uma comunidade. Nessa cidade concretizou-se a ruptura com o judaísmo, pois a pregação de Paulo encontrou forte oposição por parte dos judeus (At 18,12-13). Para eles, Jesus crucificado (Dt 21,22-24 e Gl 3,11-14) não poderia ser o Messias.
Corinto era uma das cidades mais importantes do Império Romano naquele tempo, estima-se que havia 250 mil pessoas livres e cerca de 450 mil escravos. A cidade estava em um corredor mercante e, com o passar dos anos, tornou a sede da província senatorial da Acaia.
A cidade era muito movimentada porque possuía dois portos: Laqueu (a oeste) e Cencréia (a leste). Faziam a ligação entre o centro do Império (Roma) e a Ásia. Em Corinto morava a maioria dos latifundiários da Grécia, evidenciando o abismo entre ricos e pobres. E Paulo revela quem eram os convertidos: entre vocês não há muitos intelectuais, nem muitos poderosos, nem muitos de alta sociedade (1 Cor 1,26-28).
Em Corinto havia todo tipo de religião, especialmente o culto a Poseidon (Netuno), o deus do mar e o culto à deusa “Roma” e ao imperador, cultos começaram durante o governo de Augusto César, no ano 30 e que teve forte aceitação nesta cidade.
Na fortaleza da cidade havia o templo de Afrodite (Vênus), a deusa do amor e da fecundidade. Lá, mil mulheres iniciavam os devotos na arte do amor. Elas eram chamadas de “santas”. Paulo nas epístolas aos coríntios, evita chamar as mulheres de santas por causa disso.
Paulo escreveu a primeira carta aos Coríntios em Éfeso depois de passados cinco anos em que ele esteve lá. Ele recebera a visita de familiares de Cloé que lhe narraram os fatos (1 Cor 1,11). Depois da partida de Paulo, a comunidade desuniu-se (1 Cor 1,10-17). Ignoravam o caso grave de um cristão que vivia com a madrasta (1 Cor 5, 1-8). E resolviam suas questões diante dos tribunais pagãos (1 Cor 6,1-3).
E, ainda, havia os que pensavam que podiam fazer tudo que queriam (1 Cor 6,12-20). Tinham dúvidas sobre o matrimônio, celibato, divórcio, virgindade, escravidão e viuvez (1 Cor 7,1-2). E também sobre as carnes sacrificadas aos ídolos, pois ali quase toda carne à venda tinha passado pelos templos como oferta aos ídolos (1 Cor 8,1-13).
Houve uma reivindicação das mulheres, pois os cristãos se reuniam nas casas para celebrar a fé e as mulheres passaram a assumir funções importantes na comunidade (1 Cor 11,2-16). Havia também incoerência na celebração da eucaristia, faltava compromisso solidário com os fracos (1 Cor 11,17-22). Paulo ainda trata da questão dos carismas (1 Cor 12 a 14) e da ressurreição dos mortos (1 Cor 15,12-19).
Como se vê, os coríntios reproduziam na comunidade o tipo de sociedade injusta e discriminadora de onde vieram. Esta epístola não deixa de ser uma forte reflexão para todos os cristãos nos dias de hoje.
— Mário Eugênio Saturno (São José dos Campos-SP)



REPERCUSSÃO ONLINE:

Entra em vigor lei anti-rojão

Via Facebook:

Eu entendo que tem pessoas, crianças e tal, que são vulneráveis ao barulho, mas é uma coisa que não acontece sempre, só em datas muito especiais ocorre a queima de fogos. Acho que há coisas muito mais importantes de que nossa cidade precisa. Para mim, isso é falta de serviço.
— Lhucyana Rybeyro (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Parabéns, maravilha! Tenho que pôr meus cachorros dentro do quarto. Tem gente que é um inferno. Por que não pega esse dinheiro e dá um panetone para crianças? Algumas nem sabem o que é isso.
— Ana Maria de Deus (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Parabéns aos vereadores Severo Luciano e Cristiano Neves.
— Carlos Augusto Oliveira (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Povo brasileiro ja vive numa pindaiba, e agora chega no fim do ano não pode fazer uma festa pra chegada do novo ano. Ah, vai procurar outro problema pra resolver.
— Antônio Pereira (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Quero só ver quem fiscalizará dia 31/12.
— Rosana Mendes (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Deviam fazer um plebiscito. É mais democratico.
— Noel Benedito dos Santos (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Prefeito de Piraju sugere propina

Honestidade não é qualidade é obrigação ainda mais quando se trata de agente político.
Cezar Guilherme Mercuri, vereador (Piraju-SP)
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Deve estar tão acostumado que falou…
— Virgínia Moraes (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Prevaricação! Devia ter denunciado as empresas que ofereceram a propina. Vai enfrentar sérios problemas!
— Adriano Prado (Piraju-SP)



“Fotos do Leitor”

Otávio Lorenzetti e
Algemira Scucuglia Lorenzetti

— Por Edilson Arcoleze:
Meu tio-avô Otavio Lorenzetti nasceu aos 17 de julho de 1905 em Santa Cruz do Rio Pardo, filho dos meus bisavós Antonio Lorenzetti e Natalina Mazzetto Lorenzetti. Foi comerciante e proprietário de um bar na rua Euclides da Cunha. Todavia, sua principal atividade foi treinar crianças e adolescentes em “escolinhas de futebol” no campo da Associação Esportiva Santacruzense, além de ser massagista da equipe campeã da Segunda Divisão de Profissionais do Campeonato Paulista no ano de 1962. Foi casado com Algemira Scucuglia Lorenzetti, a “Dona Nena”. Para nós, era “Tia Nena”, nascida aos 17 de agosto de 1917, filha de Domingos Scucuglia e de Augusta Pavaleno. Tiveram quatro filhos, o saudoso Clodoaldo, Oficial de Justiça do Fórum; Cláudia; Cleuza Maria, bancária e advogada; e Clélio, empresário aposentado. Tio Otavio faleceu aos 9 de março de 1995. Algemira morreu aos 19 de julho de 1989. 

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Proprietário e Editor do Jornal Debate