Saúde faz consulta pública sobre remédio para hipertensão pulmonar

Esta é uma das etapas
para incorporação de um
medicamento ao SUS

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde recebe pela internet, até o dia 6 de janeiro, contribuições em relação à oferta do medicamento riociguate, para tratamento da hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC), no Sistema Único de Saúde (SUS). A consulta pública é uma das etapas do processo de incorporação de um novo tratamento na rede pública de saúde.

As sugestões são recebidas por meio de formulários diferentes para cada grupo. O público em geral deve enviar suas contribuições para o sistema por meio do Formulário Experiência ou Opinão. Já para as contribuições da área, o formulário é o técnico-científico. As contribuições são analisadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A hipertensão pulmonar tromboembólica crónica (HPTEC) é causada pela obstrução das artérias por coágulos sanguíneos. Isso aumenta a resistência e dificulta a circulação do sangue, provocando aumento da pressão nas artérias que levam o sangue do coração para os pulmões. Consequentemente, o coração tem que fazer um esforço maior para vencer essa resistência, o que a longo prazo pode levar à falência do órgão. Conheça a íntegra do relatório para sociedade, que detalha a doença.

Atualmente, no SUS o atendimento a pacientes com HPTEC segue o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT). O tratamento não medicamentoso indicado é a cirurgia de remoção do trombo. Já o medicamentoso é adotado para os casos em que a cirurgia não possa ser realizada ou para aqueles em que há persistência da doença mesmo após o procedimento cirúrgico. 


Programa para gestores
de Saúde deve chegar a
todos os estados em 2020

O ministério da Saúde anunciou que o projeto Gestão Itinerante, que promove oficinas, ciclos de palestras e debates sobre saúde pública, deve percorrer todos os estados brasileiros em 2020. O projeto, que já estava em andamento desde setembro deste ano, já foi levado para os estados de Alagoas, Roraima, Piauí e Ceará.

Segundo a nota divulgada pelo ministério, o objetivo da iniciativa é descentralizar o treinamento de gestores e profissionais de saúde que não estão próximos da capital, Brasília. “Fazemos um levantamento direcionado para cada estado que nós vamos visitar para saber quais são as principais dúvidas dos gestores. Dessa forma, estamos fazendo um modelo de gestão descentralizada, de aproximação do Ministério da Saúde com os entes federados, o que não existia antes”, explicou em nota o diretor de Gestão Interfederativa e Participativa do Ministério da Saúde, Allan Quadros Garcês.

O programa também apresenta aos servidores as iniciativas mais modernas do ministério. Programas estratégicos, como o Conecte SUS, que informatiza o atendimento na rede pública, e o Movimento Vacina Brasil, que visa aumentar a cobertura vacinal de doenças consideradas erradicadas no país, fazem parte do ciclo de treinamento dado aos profissionais. 

  • Publicado na edição impressa de 29/12/2019
Sobre Sergio Fleury 5910 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate