CARTAS – Edição de 05/01/2020

‘As cinco linguagens do
amor: resumo da obra’

Contrariando a ideia de que o amor tem uma linguagem universal, o Dr. Gary Chapman demonstra que as pessoas expressam e recebem manifestações de amor de diferentes maneiras, que ele denomina linguagens do amor. Após anos de experiência como conselheiro de casais e palestrante em seminários, Chapman identificou cinco delas:
• Palavras de afirmação
• Tempo de qualidade
• Presentes
• Atos de serviço
• Toque físico
As cinco linguagens do amor mostram por que só nos sentiremos realmente amados e compreendidos quando a pessoa amada nos expressar seu amor através de nossa linguagem única. Você já descobriu sua linguagem do amor? E a linguagem da pessoa a quem você ama?
Sobre o autor:
Gary Chapman é autor de vários livros sobre relacionamento conjugal, sendo “As cinco linguagens do amor” seu maior sucesso editorial.
Resumo do Livro:
Amar, apesar do sentimento em si, é um ato de escolha. Nossa necessidade de amor é a carência mais profunda que possuímos. Há uma diferença entre amor como sentimento e amor como ação. Quando afirmamos sentimentos que não nutrimos somos hipócritas, porém, quando expressamos um ato de amor para proporcionar o prazer de outra pessoa, o amor passa a ser uma escolha. De acordo com psicólogos, o amor está associado a sentimentos que envolvem segurança, autovalorização e singularidade.
O autor Gary Chapman classifica o amor em cinco linguagens diferentes e afirma que o conflito nos relacionamentos instala-se pela dificuldade que os envolvidos têm em perceber qual a linguagem raiz do outro. A primeira linguagem fala da importância das “palavras de afirmação” e de “encorajamento”. Segundo o autor: “elogios verbais e palavras de apreciação, são poderosos comunicadores do amor.” Se desejamos desenvolver um relacionamento, precisamos saber quais são os desejos da pessoa amada. “Se quisermos amar um ao outro, precisamos saber como fazê-lo.” Palavras bondosas são extremamente importantes e a humildade na comunicação é fundamental, pois o amor faz solicitações e não imposições. A segunda linguagem fala da “qualidade de tempo.” Isso implica dedicar sua inteira atenção, sem dividi-la. “O aspecto central da qualidade de tempo é estar próximo!”.
A terceira linguagem fala em “receber presentes”. Antes de comprar um presente para alguém, pensamos naquela pessoa. O objeto em si é um símbolo daquele pensamento, não importando o “valor”. No entanto, o autor dá maior ênfase ao que ele chama de “presente da presença”. A quarta linguagem fala de “formas de servir”, ou seja, procurar agradar a pessoa realizando coisas que ela aprecia. Expressando o amor através de diversas formas de servir com espírito positivo. “Os pedidos direcionam o amor, mas, cobranças impedem que ele seja liberado.” Neste capítulo tem uma parte muito interessante cujo titulo é: “Capacho ou Amante”. “Um capacho é um objeto inanimado, não tem vontade própria. Pode servir seu dono, mas não amá-lo. A manipulação que se utiliza da culpa e a coação pelo medo. Você induz a quem manipula a desenvolver hábitos desumanos. Já o amor diz: pelo fato de amá-lo (a) muito, não vou permitir que me trate desta maneira. Não é bom para você e nem para mim.!” Já a quinta e última linguagem do amor fala do “toque físico.” Muitas pessoas acreditam que aquilo que lhes dá prazer também dá ao outro. E isto pode ser uma cilada! “O toque físico pode iniciar ou terminar um relacionamento. Pode comunicar ódio ou amor.” A sugestão do livro é que demos mais atenção à linguagem do amor das pessoas que nos são caras e próximas a nós. E, principalmente, que compreendamos que é possível transformar momentos de crise em alegria.
— Rodrigo Santos, teólogo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Construindo uma grande nação
Ilustremos uma reflexão com três historinhas, a primeira muito conhecida.
— Condenado à morte por corromper a juventude, Sócrates, o filósofo, recusou a oferta para fugir de Atenas sob o argumento de que seu compromisso com a polis não lhe permitia transgredir as regras. Os gregos cultivavam o respeito à lei.
— Lúcio Júnio Bruto, fundador da República Romana, libertou seu povo da tirania de Tarquínio, derrubando a monarquia. Mais tarde, executou os próprios filhos por conspirarem contra o novo regime. Pregava o poeta Horácio: “Doce e digno é morrer pela Pátria”.
— Outro romano, rico e matreiro, conta Maquiavel no Livro III sobre os discursos de Tito Lívio, deu comida aos pobres por ocasião de uma epidemia de fome e, por esse ato, foi executado por seus con¬cidadãos. O argumento: pretendia tornar-se um tirano. Os romanos prezavam mais a liberdade do que o bem-estar social.
Desses relatos, emerge a pergunta: qual dos três personagens se sairia melhor caso o enredo ocorresse dentro do cenário da política contemporânea? Sem dúvida, o terceiro. Com uma diferença: o matreiro político não seria executado por ali¬mentar a plebe, mas glorificado, mesmo escondendo por trás da distribuição de alimentos seu projeto de poder.
Essa é a hipótese mais provável, pelo menos em nossas plagas de tradição patrimonialista.
A moldura oferece uma leitura de dois mundos. O primeiro é regrado por princípios e valores, dentre os quais se destacam o com¬promisso com o bem comum, a obediência às leis, a defesa da moral e da ética. Esse escopo combina com a paradisíaca ilha da Utopia, que o inglês Thomas Morus des-creveu: “uma terra de paz e tranquilidade onde os habitantes não têm propriedade individual e absoluta”.
Esse Estado perfeito espelha a cidade divina em contraposição à cidade terrestre, esta afinada ao universo de Maquiavel, onde “os fins justificam os meios”. O florentino prega a noção de que o povo é dotado de razão, sendo capaz de decidir o seu des¬tino. Sonha com a liberdade e, para conquistá-la, o príncipe deve usar os meios necessários. A lógica maquiavélica é: ideologias e valores morais devem ceder lugar aos instru¬mentos que podem garantir a hegemonia. Ou, na expressão de Weber, a ética da ação deve prevalecer sobre a ética da consciência.
O desenho ajuda a entender a quadra político-institucional que vivemos. Protagonistas da política, governantes, representantes e até juízes, lutam para fazer valer suas demandas. O resultado aparece na multiplicação de mazelas e velhos padrões da política.
Afinal, o que se faz necessário para que o Brasil, em 2020, comece a fortalecer seu conceito de Nação? Tentemos responder. O primeiro aspecto é: democratizar nossa democracia. Ou seja, dar vazão ao esforço para expandir a participação do povo no processo deci¬sório, visando a aumentar a inclu¬são social, melhorar as condições do trabalho, proteger o meio ambiente, os direitos humanos e qualificar os serviços públicos, a partir das áreas da educação, saúde e segurança.
Urge incrementar nossa democracia participativa, convocando a sociedade para formação de um projeto nacional, evitando multiplicação de pro¬gramas com foco em conveniências eleitorei¬ras. O Brasil clama por planos essenciais, integradores de necessi¬dades sociais, culturais, geográficas e econômicas. No lugar de tijolos, paredes inteiriças.
E mais: a relação entre os Poderes há de ocorrer sob a égide da harmonia, respeito e autonomia, evitando tensões. Significa consolidar as funções do Parlamento, do Judiciário e do Executivo, dentro da norma constitucional, fazendo-os respeitar os espaços de cada um.
Impõe-se valorizar a meritocracia e atenuar a carga das indicações assentadas na vida partidária. Significa selecionar perfis adequados para as estruturas governativas. Aristóteles dá uma pista: “Quando diversos tocadores de flauta possuem mérito igual, não é aos mais nobres que as melhores flautas devem ser dadas, pois eles não as farão soar melhor; ao mais hábil é que deve ser dado o melhor instru¬mento”. Isso é mérito. É claro que demandas partidárias devem ser contempladas, mas com critério, respeitando-se o principio: partidos que ganham devem participar da administração.
Por último, a lembrança de que uma grande democracia repousa sobre uma base de direitos e deveres, de ordem e harmonia, de ética e moral.
— Gaudêncio Torquato, jornalista (São Paulo-SP)

Epístola aos Hebreus
Muita gente imagina que cada livro da Bíblia foi escrito por alguém que se sentou em uma escrivaninha como um escritor ou jornalista, mas não é bem assim, como nos mostra a Cartas aos Hebreus, que apesar da autoria ser atribuída a Paulo, a verdade é que nada sabemos a respeito de quem escreveu esse texto e muito menos para quem ela foi dirigida. E essa é a situação da maioria dos livros da Bíblia, por isso a importância de Cursos de Teologia como que faço na Diocese de Caraguatatuba.
Como ensina Pedro Lima Vasconcellos no livro “Como ler a carta aos Hebreus”, quem escreveu o texto fala muito do céu, descreve o que lá acontece, mostra Jesus sentado à direita de Deus, anjos fazendo festa, parecendo até que escritor esteve por lá, e ele mesmo afirma que a comunidade também fez a mesma visita ao céu (Hb 12,21-24).
Há um paralelo interessante no livro do Apocalipse, a partir do capítulo 4, quando João é levado ao céu e contempla tronos, anciãos, anjos e tantos outros seres. E ainda Paulo que afirma que alguém (provavelmente ele mesmo) subiu até o terceiro céu e ao paraíso, onde escutou palavras inefáveis que ele não podia repetir (2Cor 12,1-10, Gl 1,11-18).
Como se vê, essas visitas ao céu não eram incomuns na época do Novo Testamento. Eram provavelmente resultado de êxtases que ocorriam no meio dos cultos, e assim a comunidade entrava em contato direto com Deus.
Sobre o conteúdo da epístola, pode-se dizer apenas que o autor do texto é alguém que ouviu falar de Jesus e de sua mensagem por meio de pessoas que teriam convivido com ele (Hb 2,1-4) ou de gente que a escutou do Senhor. Isso dá também uma indicação sobre a época em que o escrito teria surgido, ou seja, entre os anos 80 e 90, quando as testemunhas (mártir em grego) de Jesus e que conviveram com ele já tinham morrido, inclusive também o próprio Paulo.
E, talvez, também haja uma indicação sobre o lugar de onde o escrito partiu. Em 13,24, fala-se que “os irmãos da Itália” mandam saudações à comunidade que recebe o texto. É possível que o escrito tenha surgido em Roma, onde havia uma comunidade seguidora de Jesus já há certo tempo, e de lá tenha sido enviado.
Mas para quem? É quase impossível responder essa pergunta sobre o local e sobre a comunidade. Certamente nela havia gente de origem judaica, capaz de compreender toda a argumentação baseada nas Escrituras. Os estudiosos enxergam indicações de que seria umma cidade da Ásia Menor, região por onde Paulo passara algumas décadas antes.
Ao contrario de todas as cartas precedentes, a Epístola aos Hebreus teve sua autenticidade posta em dúvida desde a antiguidade. Raramente se encontra sua canonicidade, a Igreja do Ocidente, até o final do século IV, recusou-se a atribuí-la a Paulo, e a Igreja do Oriente aceitou o seu atributo com algumas reservas quanto à sua forma literária, como nos atesta Clemente de Alexandria e Orígenes. É que, com efeito, o estilo de escrita dessa carta é de uma pureza elegante que não pertence a Paulo. A maneira de citar e utilizar o Antigo Testamento não é a sua certamente. E faltam ainda o endereço a quem se destina e o preâmbulo com que Paulo costumava iniciar suas cartas..
— Mário Eugênio Saturno (São José dos Campos-SP)



REPERCUSSÃO ONLINE:

SANTA CASA TEM
‘GUERRA’ DE  INFORMAÇÕES

Via Facebook:

Tudo vai dar certo. Eu sei que todo ano passamos por “perrengues” e tudo dá certo no final. Viva as Santas Casas. Empregos para muitos, saúde pra todos!
— Cíntia dos Santos (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
—oOo—
Dr. Otacílio tem una excelente visão das coisas. Com certeza vai pensar em uma solução. Vamos torcer por isso. Pensamento positivo.
— Edson Nunes (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Sendo o prefeito um médico, e considerado bom administrador devemos acreditar que vai tentar fazer o melhor para nossa Santa Casa.
— Hermínio Santos (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

CÂMARA LIBERA TRAILERS
PERTO DE 
POSTOS E HOSPITAIS

Via Facebook:

Finalmente uma notícia boa no começo do ano.
— Bibiane Costa (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
—oOo—
Parabéns, é isso aí. Quem tiver o dom da gastronomia, vá em frente. Quem não tiver, com certeza encontrará um outro caminho.
— Claudete Camargo (Ourinhos-SP)
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Valeu, Marcelo!
— Marlene Rodrigues (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
—oOo—
Aí sim! Deixa os coitados trabalharem!
— Mariulda Rute Rosa (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
—oOo—
Agora vou comprar o meu…
— Silvana Moraes dos Santos (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



“Fotos do Leitor”

Família Ramos de Castro e Lorenzetti

— Por Edilson Arcoleze:
Fotografia tirada em 1943. Minhas saudosas tias Maria Aparecida Ramos de Castro e Margarida Ramos de Castro, meuss saudosos avós Deolinda Lorenzetti de Castro e Hyram Ramos de Castro, meu saudoso pai Manoel Ramos de Castro. Na frente dos meus avós, minha tia Maria Terezinha Ramos de Castro, que reside atualmente na cidade de Marília/SP. Ainda não haviam nascidos minhas tias Marilvia Ramos de Castro, Aristidia Ramos de Castro e o meu tio Teodolindo Ramos de Castro. 

  • Publicado na edição impressa de 05/01/2020
Sobre Sergio Fleury 5866 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate