‘Personal Bronze’ chega a Santa Cruz

Cresce em Santa Cruz a busca pelo serviço da ‘Personal Bronze

Banho de sol orientado por profissional
promete resultado perfeito; em Santa
Cruz, Ana Bordinhão oferece o serviço

Uma das clientes da personal

Eduarda Schuh
Da Reportagem Local

A conquista do bronze e da marquinha de biquíni no verão, tradição entre o público feminino, agora virou profissão. A “Personal Bronze” é a especialista responsável por cuidar do bronzeamento natural, garantindo que ele seja saudável e com a aparência perfeita. Em Santa Cruz do Rio Pardo, a tendência já conquistou o público e pelo menos três profissionais oferecem o serviço na cidade.

A especialista Ana Carolina Bordinhão, 29, é uma delas. “Para bronzear um cliente, é necessário conhecer sobre radiação solar, tipos de produtos e as diferentes peles”, afirma.

Junto com o bronzeamento, entretanto, está também o medo das queimaduras. Ana diz que os cuidados devem ser tomados antes, durante e depois do banho de sol. “A pele precisa ser preparada para a sessão e hidratada no momento do procedimento. Depois, o sol deve ser evitado. Por último, uma loção pós sol de qualidade é mais do que bem-vinda”, disse.

Para quem quer adquirir a tão desejada “marquinha”, a ‘cereja do bolo’ do bronzeamento personalizado é o “biquíni de fitas adesivas”, que isola a radiação ultravioleta (UV). Essa peça deve ser feita pelo profissional que conhece a técnica para montá-la. “Já tive clientes que passaram fita isolante para tomar sol em casa e depois tiveram que pagar sessões para consertar marcas tortas”, alertou.

Ana Carolina atende das 8h30 às 13h no espaço montado em sua casa no Jardim Santana. Ela monitora as sessões de acordo com a intensidade do sol — medida por um aplicativo de celular. “Em cada horário, o cuidado com a pele é diferente. Fora do meu espaço, não recomendo que ninguém tome sol depois das 10h da manhã. Pode ser muito perigoso”, explica.

PRODUTOS — Ana Carolina usa cremes e protetores específicos para cada tom de pele durante as sessões

A quantidade de sessões é definida de acordo com a pele de cada pessoa. Geralmente, quem tem a pele mais clara precisa ir mais vezes para conseguir conseguir o bronzeamento desejado. As mais escuras precisam de menos.

Em média, são de dois a cinco banhos de sol. Todos eles duram no máximo 60 minutos. “Independentemente da cor da pele, ninguém fica mais de uma hora no sol aqui”, explica Ana.

Para montar o biquíni, receber os cuidados da personal e tomar uma hora de sol na maca, o cliente deve desembolsar R$ 70. Para quem ainda quer o adicional do “banho dourado”, para deixar os pelos do corpo descoloridos, R$ 100.

A sessão de bronzeamento é um procedimento estético e, ao mesmo tempo, um momento de autoestima. Segundo Ana, é comum que clientes mandem mensagens, publiquem fotos e saiam de lá se sentindo bem. “Mulheres de todas as idades, magras ou não, ficam mais felizes com os resultados”, conta.

ARQUINHAS — Após algumas sessões, o bronze já é aparente

Além das mulheres, o bronzeamento natural monitorado também é um procedimento para a autoestima dos homens. Ainda que, tradicionalmente, os cuidados com a beleza sejam menos procurados por eles, alguns santa-cruzenses já buscaram Ana para pedir informações. Mas apenas um chegou a realizar a sessão.

Mais do que aumentar a autoestima, a sessão pode ser também um momento de descontração. Ana atende até quatro mulheres por vez e a maioria delas toma sol junto com amigas. “Elas fazem o biquíni juntas, a esfoliação e a hidratação da pele, tomam sol, conversam e aproveitam essas horas para se divertir”, explica.

A autoestima das clientes também aumenta, garante a especialista Ana Carolina Bordinhão

“Vai, malandra!”

Ainda que seja uma novidade para muitos, o bronzeamento com as marquinhas de biquíni de fita adesiva já é uma tradição antiga de muitas comunidades periféricas, principalmente no Rio de Janeiro. Foi em dezembro de 2017, com o clipe da música “Vai, malandra”, da cantora Anitta, que o costume se espalhou pelo Brasil.

O clipe da artista foi gravado na favela do Vidigal, no Rio, e mostra mulheres, incluindo a cantora, se divertindo e tomando sol banhadas de parafina com biquínis de fita. A técnica foi popularizada e comercializada na comunidade pela esteticista fluminense Érika Bronze, que obteve sucesso.

Com repercussão nacional, o artifício para obter a marquinha virou moda e muitos brasileiros passaram a tomar “sol na laje” ou no quintal de casa. 

* CONTATO: (14) 99821-9923 / Facebook: Espaço Bronze Carol

  • Publicado na edição impressa de 05/01/2020
Sobre Sergio Fleury 5182 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate