CARTAS – Edição de 12/01/2020

‘Estou me despedindo’

Após 32 anos como voluntária do Lar São Vicente de Paulo, sendo 18 anos como presidente, estou me despedindo dos meus queridos idosos e de todos os funcionários.
Agradeço a todos os empresários e a população em geral, que colaboraram para o bom funcionamento da entidade. Meus agradecimentos às autoridades judiciais, estaduais e municipais que nos prestigiaram nos momentos difíceis de nossa administração.
Agradeço ao jornal DEBATE e às rádios locais que divulgaram as nossas necessidades.
Comecei meu trabalho com um grupo de senhoras, voluntárias, reunindo-nos uma vez por semana, realizando campanhas e outros serviços necessários ao Lar, como, por exemplo, angariando e confeccionando roupas. Hoje, o lar está totalmente equipado em todos as suas dependências.
Desejo à nova diretoria sucesso total e coloco-me à disposição. Finalmente, meus agradecimentos ao Pai Celestial, que me proporcionou a oportunidade de fazer o bem ao semelhante durante quase toda a minha existência.
— Nilda Caricatti (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Fotos antigas
Interessante a coluna de fotos antigas de Edílson Arcoleze. No entanto, ultimamente só tem aparecido fotos de sua família. Peço um pouco mais de variedade, pois Santa Cruz certamente possui uma vasta memória fotográfica.
— Lucas Gabriel da Silva (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Cinema
Fico muito feliz e, sempre que possível, vou ao cinema de Santa Cruz e levo meus netos para assistir aos filmes. Primeiro, porque cultura é sempre bem-vinda na formação dos pequenos. Segundo, porque é uma programação gratuita. Mas, infelizmente, a população de Santa Cruz não sabe se beneficiar deste privilégio que é ter acesso gratuito aos filmes.
Dias desses foi a estreia do filme “Rei Leão” e o cinema estava bem cheio. Mas as pessoas não paravam de andar de um lado para o outro, falavam alto no meio do filme, ficavam o tempo todo com o celular ligado, lanterna acesa. Enfim, um comportamento totalmente inadequado do público presente, uma falta de consideração com as pessoas que realmente queriam assistir ao filme.
Penso que esta atitude se dá porque o acesso é gratuito e as pessoas entram e saem sem qualquer ônus. É muito constrangedor tal comportamento. Não sei como melhorar esta situação, mas gostaria de poder ajudar. Se tiver alguma sugestão que possa ser repassada para a secretária da Cultura, seria muito bem-vinda.
— Sara Cristina de Souza Scucuglia Cezar (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Em tempos de crise? Seja como o Carvalho
Todas as vezes em que nos deparamos com problemas em nossas vidas, observamos o quanto somos frágeis. As alegrias se esvaem e só fica a verdade de que somos impotentes para lidar com adversidades que surgem no decorrer de nossa existência. Lições interessantes encontramos na criação do Criador que nos mostra o contrário, que o homem foi criado forte e que essa força é sempre adquirida e absorvida dessas situações adversas. Você conhece uma árvore chamada Carvalho?
Pois é, essa árvore é usada pelos botânicos e geólogos como um medidor de catástrofes naturais do ambiente. Quando querem saber o índice de temporais e tempestades ocorridas numa determinada floresta, eles observam logo o carvalho (existindo no local, é claro!) que, naturalmente, é a árvore que mais absorve consequências advindas de temporais. Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, mais forte ele fica! Suas raízes naturalmente se aprofundam mais na terra e seu caule se torna mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo do solo ou derrubá-lo!
Mas não pense que os cientistas precisam fazer essas análises todas para saber isso. Basta apenas eles olharem para o carvalho. Por absorver as consequências das tempestades, a robusta árvore assume uma aparência disforme, como se realmente tivesse feito muita força. Muitas vezes uma aparência triste. Cada tempestade para um carvalho é mais um desafio a ser vencido e não uma ameaça. Numa grande tempestade, muitas árvores são arrancadas, mas o carvalho permanece firme, assim somos nós. Devemos tirar proveito das situações contrárias à nossa vida e ficar mais fortes a cada dia. Um pouco marcados, muitas vezes com aparência abatida, mas fortes! Com raízes bem firmes e profundas na terra. Podemos, com isso, compreender o que Paulo quis nos ensinar, quando disse que “podemos todas as coisas naquele que nos fortalece.” Filipenses 4: 13. E também a confiança do rei Davi quando disse: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo… Salmo 23:4” Por isso, quando olhar pela janela o lindo alvorecer, lembre-se de que não há por que temer com os infortúnios do dia e da vida, porque DEUS está contigo. Ele te protegerá! O pior efeito da crise é o medo que se instala como pano de fundo. Com ele vem à insegurança e a paralisia que, muitas vezes, nos faz perder a visão do cenário maior. Passamos reagir aos fatos, às situações de emergência e deixamos de atuar com uma estratégia inteligente. Se você está passando por grandes provações, intempéries e cercado de problemas adversos; pense que, como o carvalho, é só mais uma tempestade que o tornará mais forte, firme, resistente e resiliente.
— Rodrigo Santos, teólogo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Educação financeira na infância
Para quem acompanha os números do mercado, não há como negar: a ausência de uma educação financeira para as gerações anteriores foi bastante maléfica. Dados da Associação de Educação Financeira do Brasil -AEF-Brasil- revelam que existem hoje mais de 60 milhões de brasileiros com o nome negativado e um superendividamento dos aposentados, consequência de uma geração que não teve acesso e também pouco debatia temas que envolviam planejamento e organização familiar. Não por acaso o tema passou a conquistar destaque nos últimos anos, principalmente entre as escolas a partir de 2017, quando educação financeira foi incluída na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil e ensino fundamental.
Por isso, até o início do ano letivo de 2020, as instituições de ensino precisam adequar os currículos e propostas pedagógicas, incorporando a educação financeira como uma disciplina transversal. Para entender o que há por trás desse conceito, vale salientar que ensinar finanças é ir muito além de guiá-los nas contas de adição e subtração na hora de receber o troco na padaria, mas sim, de maneira mais macro, compreender a importância dos números e saber contextualizar as informações, aplicando os conceitos no que concerne os juros e porcentagens, por exemplo. Por isso é importante dentro ambiente escolar criar situações que representem o mundo real, desenvolvendo métodos para que a educação vá além de se relacionar com a matemática, trafegando também por todas as áreas do conhecimento.
O tema já é recorrente em outros países e na Maple Bear é trabalhado a partir da Metodologia Canadense, que aborda as situações por meio de atividades, como jogos e brincadeiras, além de atividades extraclasses. É uma forma de engajar a partir de experimentações e descobertas, estimulando o raciocínio crítico e fazendo com que os estudantes entendam o conceito de valor na prática, mas em um ambiente controlado. Desta forma, a escola fomenta a criatividade, a autonomia e a capacidade de autoaprendizagem crítica de novos saberes, desenvolvendo habilidades.
A educação financeira, vista da ótica de integradora, é primordial na medida em que o dinheiro está inserido em praticamente todos os aspectos do cotidiano. Aprender a trabalhar com valores desde a primeira infância faz com que as crianças desenvolvam um maior senso de responsabilidade, e se tornem adultos que, mais do que saber como fazer a gestão financeira, também vão utilizar os recursos de forma inteligente. É válido também acrescentar que a educação tem um efeito multiplicador, uma vez que os estudantes, ao compartilharem com os pais os conhecimentos adquiridos em sala de aula, replicam e transferem para eles as noções adquiridas nos diferentes contextos, ensinando-os como se comportar diante das mais variadas condições encontradas no cotidiano.
— Peter Albert Visse (São Paulo-SP)

Porque o GPS falha
Há dez anos, ouvi pela primeira vez sobre as tempestades solares. Elas estão associadas às manchas solares, que têm ciclos de atividade de onze anos e que foram descobertas por Galileu. Porém, esses fenômenos ganharam interesse somente em julho de 2000, quando os cientistas do Colorado detectaram uma grande emissão de raios X do Sol, uma energia estimada em bilhões de megatoneladas de TNT. Um grande poder destrutivo.
Essa explosão solar foi detectada por uma espaçonave lançada em 1.995, a SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) da ESA e da NASA equipada com 12 instrumentos para estudar o Sol. A Soho está localizada em um dos pontos de Lagrange da Terra, o chamado L1. Trinta minutos depois, a Soho detectou outro fenômeno, uma bolha de bilhões de toneladas de plasma, partículas eletricamente carregadas. A bolha viajava a 1.700 km/s e chegou à Terra 25 horas depois. Ao passar pelo Soho, a bolha desligou os instrumentos temporariamente. Na órbita terrestre, a bolha destruiu um satélite japonês e danificou outros.
Cabe lembrar que em março de 1989, a cidade de Quebec, Canadá, teve um grande apagão por causa de uma forte tempestade solar. Esse apagão durou apenas 90 segundos, mas Montreal, também Canadá, ficou sem energia elétrica por mais de nove horas.
Com a popularização do GPS (Global Positioning System), esses fenômenos solares atraíram a atenção dos cientistas e dos usuários leigos que sofrem com as falhas dos aparelhos de localização.
O INPE também tem um grupo que estuda outro fenômeno, as bolhas de plasma, e que presta serviço de informação, isso porque os efeitos das bolhas afetam não somente a agricultura, mas também as empresas de transporte e de logística, perfuração de petróleo, exploração de minerais e aviação.
As bolhas de plasma aparecem no céu brasileiro com mais intensidade no verão, especialmente após as 21h, têm cerca de 1.500 km de altura e 2.000 km de largura. Os raios do sol ionizam os gases a alta atmosfera, região chamada de ionosfera. O plasma ionosférico é uma concentração excessiva de íons na região da ionosfera após o pôr do sol e as bolhas são regiões vazias entre essas concentrações de plasma.
Apesar da importância das bolhas de plasma afetar as telecomunicações e serviços como GPS, ainda é uma área com poucos cientistas, há cerca de 200 pesquisadores no mundo. No Brasil, o principal centro de estudos está na coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas do Inpe.
A Aeronáutica tem grande interesse por causa da navegação aérea. Hoje, quem sofre mais é a agricultura de precisão que existe justamente para evitar o desperdício e aumentar a eficiência. As máquinas agrícolas usam a navegação por GPS para percorrer o caminho nas imensas plantações para plantar, adubar e colher, se o GPS falhar o tempo todo, ainda que por pouco centímetros, o erro multiplica-se e comprometendo a produtividade.
As bolhas causam problemas no Norte, Nordeste, parte do Centro-Oeste, de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, interrompendo sinal do GPS por muitas horas. Que os deputados e senadores fiquem atentos para essas pesquisas quando aprovarem o Orçamento.
— Mário Eugênio Saturno (São José dos Campos-SP)



REPERCUSSÃO ONLINE:

MAURÍCIO E DIEGO ASSUMEM
SANTA CASA AMANHÃ

Via Facebook:

Boa sorte e bom trabalho para que nossa Santa Casa de Misericórdia continue atendendo bem, como todas as vezes em que precisei. Deus abençoe esses novos colaboradores, Diego e Maurício.
— Catarina do Carmo Rodrigues (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Que façam o melhor para o povo mais sofrido e menos favorecido.
— Hermínio Santos (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Fui muito bem atendida por todos os profissionais de lá, desde as enfermeiras da maternidade e UTI até a equipe médica, em especial Dr. Lucas Tossi, Dr. Olivio e Dr. Miguel.
— Jaqueline Costa (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

CLARÍNIA, DISTRITO
QUE DESAPARECEU

Morei na região quando criança e passei por lá no ano passado. Não há nada além de abandono e paredes. Mas tem uma casa fechada com mobília antiga.
— Diva Fernandes (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Do tipo de reportagem rica, agregadora… Tal qual arqueólogos que escavam parte da história. Parabéns aos envolvidos!
— João Neto (Santo Antônio da Platina-SP)
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Enquanto existem lugares que prosperam e viram grandes cidades, outros acabam padecendo ao longo do tempo! Imagino que visitar a região deve dar uma tremenda nostalgia.
— Davi Rodrigues (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Que pena não ter sido preservado. Afinal de contas, era um pedaço do passado.
— Ilza Botelho (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Que saudades da minha terrinha, lugar onde cresci e passei a melhor infância da vida.
— Fran Mendes (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



“Fotos do Leitor”

Antonio Lorenzetti Filho

— Por Edilson Arcoleze:
Meu tio-avô “Fitialli”, como era conhecido, nasceu aos 9 de junho de 1901 em Santa Cruz. Filho de meus bisavós Antonio Lorenzetti e Natalina Mazzetto Lorenzetti, tornou-se ferreiro e casou-se com Maria (foto). Após ficar viúvo, casou-se com Adalgiza Pavanelli com quem teve dois filhos, Odete e Reinaldo. Posteriormente mudou-se para Garça/SP, onde exerceu a mesma profissão. Faleceu aos 13 de abril de 1993 e foi sepultado naquela cidade. 

  • Publicado na edição impressa de 12/01/2020
Sobre Sergio Fleury 5512 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate