CARTAS – Edição de 19/01/2020

Indignação

A verdade é uma só, cada qual tem sua versão, e, daí, as câmeras, não deixam dúvidas, de um flagrante desrespeito à terceira idade de que Junko e eu fomos vítimas.
Desde 1978 andamos, pelas madrugadas, por algumas ruas e praças de Santa Cruz do Rio Pardo, sempre com um canino ou outro preso à coleira e guia de segurança, quase nunca pela calçada para que nenhuma seja, eventualmente, suja. Jamais tivemos problemas.
Mas ‘jamais’ é uma palavra que não deveria existir, pelo menos para idosos, pois na madrugada do dia 15 de janeiro último, por volta das 5h/5h30, subíamos pela avenida Joaquim de Souza Campos, meio da quadra 2, quando um bando de cachorros veio em nossa direção, mais de cinco deles, com latidos fortes a meter medos num casal de idosos e numa cachorrinha Beagle indefesa, ainda assim presa numa coleira e numa guia de segurança.
Junko, em defesa, bateu com o pau no asfalto para afastar os animais mais afoitos, e daí vimos um veículo em nossa direção conduzido por um motorista insano em nossa direção, tanto que precisamos recuar, ora pelos cães em nosso derredor, ora pelo veículo que poderia ter-nos causado danos, e o condutor se pôs a proferir, agressivamente, impropérios contra a Junko ofendendo sua honra e que ela fosse dar pauladas nos cachorros dela; e tentei argumentar que não batemos em cachorro algum, apenas tentamos afastá-los, e não tínhamos como saber se eram mansos ou não. Aí as agressões pioraram e o jovem, conhecido empresário na cidade, desceu com um pacote numa das mãos, e veio para cima de nós, dizendo iria nos ensinar que lugar de velhos é no asilo ou então ficar em casa assistindo televisão ou lendo jornais, que eu deveria aprender sobre cachorros. Com isto, o jovem já mais ou menos próximos de nós, por sorte a chegada de um veículo de entrega que fez parada, e o ameaçador se retirou marcando que na próxima iria nos quebrar de pau.
Câmeras, no entanto, gravaram os cães e o veículo, e o caso já levado à Polícia para as providências necessárias. Sabemos que o agressor é moço trabalhador, porém agressivo, com certos arroubos não condizentes com a urbanidade entre os humanos, sem o devido desrespeito para com os idosos.
— Celso Prado (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Aser Luiz
Meu nome é Dayane de Jesus, sou cuidadora do Sr. Asér Luiz de Souza Campos, infartado,
Quase cego, vive de cama, mal consegue andar, estávamos visitando suas propriedades que
Ocupada a mais de 35 anos, quando defrontamos com um trator destruindo a cerca e arrancando com o nome de Sr. Asér.
O Advogado Dr. Fonsati, o destratou, humilhou, foi mal-educado, seu capanga que ocupava um fusca vermelho, afirmou ‘’ se ele colocar as placas de novo, eu arranco de novo’’, ameaçando o Sr. Asér, doente e debilitado, caso não houvesse a presença de gentes, educados policiais militares, ele teria avançado sobre o Sr. Asér.
Repetindo, o homem de fusca vermelho afirmou, ‘’arranco as placas e pronto, não tenho medo de juiz, de polícia, de ninguém’’.
O Sr. Asér começou a chorar e passar mal, dei-lhe o remédio que o médico manda tomar quando em crise e o levar embora, ele foi para a cama, melhorou e só acordou no dia seguinte.
Agora, ele está em repouso absoluto e só levanta para ir ao banheiro, e o médico quer 1 pessoa ao lado dele 24hrs, por que tem medo que ele suicide.
Estou indignada, como ele foi maltratado, querendo defender 1 terra que ocupa a 38 anos.
Lembrando que eles destruíram o oque foi um pomar com pés de manga, laranja, banana, pitaia, framboesa, abacate, pés de pau-brasil com mais de 20 anos.
Na hora que eu estou escrevendo estou chorando, por que acho o Sr. Asér uma pessoa tão boa, que ajudava a Sta. Casa, o lar dos velhinhos, doava muitos terrenos em Santa Cruz, está morrendo
— Dayane de Jesus (Salto Grande-SP)

Misericórdia divina
Como pode Deus ser justo e ao mesmo tempo ser misericordioso? Ele não deixa sem punição nenhuma ofensa como não deixa se recompensa nenhum ato meritório. E sendo misericordioso não deixa que seus filhos sofram penas eternas, como afirmam algumas equivocadas seitas evangélicas. Realmente, Deus é inflexível para com o pecador endurecido, mas sempre pronto a acolher os que a qualquer tempo se arrependam e implorem o perdão de suas faltas.
Já presenciei casos patológicos em consultórios médicos e hospitais, que só compreendo graças ao Consolador (doutrina espírita) enviado por Jesus Cristo (João 16:7 a 13). As religiões não reencarnacionistas, das quais frequentei algumas, não tem como explicar os sofrimentos de alguns seres humanos, desde o nascimento até o desencarne.
Diz a Bíblia: “Deus quer que todos os homens se sabem e cheguem ao conhecimento da verdade, é o que Ele quer infalivelmente acontece” (1ª Timóteo 2:3 e 4). Prova disso, para que essa salvação aconteça a todos os homens, “Jesus foi pregar aos espíritos em prisão. Porque isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito” (1ª Pedro 4:6).
Deus é amor, os espíritos por Ele criados, são frutos desse amor, criados sim, ignorantes e imperfeitos, para que cheguem um dia, ancorados no seu livre arbítrio ao topo da espiritualidade.
Todavia, essa caminhada rumo à perfeição é árdua, incrivelmente dolorosa para os deliquentes. A parábola do Filho Pródigo revela bem a verdadeira misericórdia de nosso Pai celestial.
Enquanto as religiões tradicionalistas não convencerem sobre a verdade reencarnacionistas (fonte da misericórdia divina) para mudar o pensamento delituoso do homem, os pecados não sairão deste mundo, nem as suas consequências.
Multidões se reúnem em nome de Deus, mas essas multidões não recebem os ensinamentos para a sua evolução? Chegaremos sim, a somente do Evangelho não foi plantada em vão; dois milênios passados nada são diante da eternidade. Então, no futuro os seres humanos serão mais privilegiados que os da época atual e todos os seus predecessores? De modo algum, pois essa humanidade futura será a mesma de, hoje e de ontem, porque somos de ontem e o ignoramos (Jó 8:9); é a mesma humanidade que evolui e se aprimora em sucessivas reencarnações.
A maioria dos cristãos levantam objeções à reencarnação dos espíritos. Perguntam: o que adianta reencarnar para continuar a sofrer se, não podemos lembrar a origem dos erros praticados em vidas passadas?
O esquecimento dos delitos praticados se faz necessário, pois indivíduos que forem inimigos mortais numa outra existência se reuniram noutra como membro da mesma família, para se reconciliarem pelos laços do amor. Como pode alguém continuar odiando um inimigo de vidas passadas se, ao voltar ao plano espiritual, constata que aquele inimigo (feroz) veio a ser filho muito amado, na nova existência? Mas, e a justiça que deverá ser aplicada a ambos desafetos? Acontecerá em futuras existências neste mesmo planeta. A justiça divina determina, e com muita lógica, que o espírito repare seus erros em circunstâncias semelhantes àquelas em que os cometeu, sofrendo as mesmas consequências, pois no plano espiritual o ser não passará pelas mesmas contingências. Daí, orai e vigiai para não acumular mais débitos para as próximas reencarnações. Repito, Deus é misericordioso, mas as nossas dívidas espirituais terão que ser pagas até o último ceitil, para alcançarmos a pureza as almas
— Clodomiro Caricati (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

‘Mágoa: um sentimento aprisionador’
Nós sofremos mais por causa das pessoas do que pelas circunstâncias. As pessoas nos fazem chorar mais do que as vicissitudes da vida. Elas nos decepcionam, e nós as decepcionamos também. Os relacionamentos dentro da família, no trabalho e na vida social. Algumas vezes se tornam tensos. Feridas são abertas na alma e mágoas profundas podem se instalar nos nossos corações. Amizades são rompidas, casamentos são abalados, relacionamentos sólidos entram em colapso. Nesse processo, a comunicação é rompida, o silêncio gelado começa a substituir as palavras de amor e a desconstrução da imagem do outro se torna uma verdadeira ação de desmonte. O resultado do enfraquecimento das relações humanas é a mágoa. Esse sentimento de amargura se instala no solo do coração e lança suas raízes, trazendo perturbação para a alma e contaminação para os que vivem ao seu redor. A mágoa é a ira congelada. A mágoa é o armazenamento do ressentimento, é entulhar o coração com o rancor, é afogar-se no lodo do ódio, é viver prisioneiro na armadilha da vingança. Quem se alimenta de mágoa não tem paz, não tem liberdade, não tem alegria, não conhece o amor, não tem comunhão com Deus e não pode adorá-lo, nem trazer-lhe oferta no altar. Quem retém o perdão, não pode orar a Deus nem receber seu perdão. A mágoa é autodestrutiva. Ferimo-nos a nós mesmos quando nutrimos mágoa por alguém. Guardar mágoa no coração é como beber veneno pensando que o outro é quem vai morrer. Quem guarda mágoa no coração vive amarrado pelas grossas correntes da culpa. Vive aprisionado e adoece emocional, física e espiritualmente. Há muitas pessoas doentes porque se recusaram a perdoar. Na igreja de Corinto havia pessoas fracas, outras doentes e algumas que já estavam mortas em virtude de relacionamentos adoecidos (1Co 11.3). Tiago ordena aos crentes que confessassem seus pecados uns aos outros para que fossem curados (Tg 5.16). Há muitas pessoas vivendo cativas no calabouço do diabo, prisioneiras do ódio, acorrentadas pela mágoa, cuja vida espiritual está arruinada. Gente que precisa ser liberta da prisão existencial, do cativeiro espiritual. O salmista Davi orou, pedindo a Deus para tirar a sua alma do cárcere (Sl 142.7). A chave que abre a porta dessa prisão é o perdão. O perdão traz cura onde a mágoa gerou doença. O perdão traz reconciliação, onde a mágoa gerou afastamento. Traz alegria, onde a mágoa produziu tristeza e dor. O perdão restitui aquilo que a mágoa saqueou. Ele é a faxina da mente e a limpeza dos porões do coração. Perdoar é zerar a conta. É nunca mais lançar no rosto da pessoa a sua dívida. É lembrar sem sentir dor, é não retaliar. É pagar o mal com o bem. É abençoar aqueles que nos amaldiçoam. É fazer o bem àqueles que nos fazem o mal. É ser um vencedor; é vencer o inimigo, não com a espada, mas com o amor. Perdoar é sair do cárcere da alma, ser livre, é viver uma vida abundante. É viver como Jesus viveu… É hora de raiar a liberdade em nossas vidas. A Palavra de Deus liberta: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Jesus Cristo liberta: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). É hora de sair do cárcere que prende as almas com as grossas algemas da mágoa. É hora de experimentar a liberdade do perdão. É hora de tomarmos posse da vida abundante. Perdoar é se libertar! Assim como diz Mario Sergio Cortella: “O perdão é como tirar um prego da mão e ao olhar a marca, saber que aquele prego já não te machuca; perdoar não é esquecer, é lembrar que o prego foi retirado.” Por: Teol. Rodrigo Santos.
— Rodrigo Santos, teólogo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



REPERCUSSÃO ONLINE:

IDOSO QUE PRETENDIA
VENDER A CASA VAI
RECEBER CIRURGIA

Via Facebook:

Parabéns ao jornal pela sensibilidade de publicar a matéria e disparar o gatilho da solidariedade. Parabéns aos envolvidos!
— João Botelho (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Que bom que no final deu tudo certo e ele vai conseguir a cirurgia. E que bom o empenho do jornal em estar ajudando, mostrando o caso e o desespero do mesmo pela cirurgia.
— Geltha Batista (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Aí! Agora está certa a atitude! Que bom.
— Regina Pitol (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Que maravilha, ele conseguiu. Deus seja louvado!
— Clarice Zili (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

NOS TEMPOS
DAS  
LOCADORAS

Meu finado esposo alugava vídeos para nossos filhos. Que pena! Os filmes da época, desenhos… Muito bom!
— Célia Rodrigues de Souza (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Eu era cliente assíduo no começo dos anos 90. Chegava a ficar horas para escolher os VHS!
— Carlos R. Belei (Presidente Prudente-SP)
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Silvia, minha amiga, que saudades.
— Elza Maria Bertoldo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)
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Muito boa a matéria. Relembrar o auge das locadoras. Uma pena foram as piratarias, que destruíram todas elas. Acredito que apenas o ‘Palito’ ainda tenha a Vídeo Show Locadora, mas nem aluga mais. Acho que apenas vende produtos usados.
— Rogério Aparecido de Souza (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



“Fotos do Leitor”

Mercadinho Municipal’ de S. Cruz

— Por Edilson Arcoleze:
A fotografia é da construção do Mercadinho Municipal. Conforme a Lei nº 351, de 21 de agosto de 1967, sancionada pelo prefeito Carlos Queiroz, foi aprovado a construção do Mercadinho na rua Conselheiro Saraiva com a Avenida Tiradentes. Posteriormente, na decada de 80, o local foi reformado para as instalações do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar. Atualmente, funciona a Associação dos Deficiente Físicos de SCRPardo (ADEFIS). 

  • Publicado na edição impressa de 19/01/2020
Sobre Sergio Fleury 5341 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate