CARTAS – Edição de 1º/03/2020

Buracos em bairro

Lembram? Acende (apaga), abrir (fechar), emprestou (devolva)… quebrou o asfalto, arruma! Estão chegando as eleições, tempos de supostos políticos aparecerem para beijar crianças carentes, comer pastéis na feira.
A maioria (quase todos) só aparecem durante as campanhas, fazem promessas, reuniões nos bairros, são atenciosos, fazem trabalhos sociais, São pessoas insensíveis à dor da injustiça social, da saúde precária, da fome, da educação, da falha do transporte ineficiente e também da segurança de milhares de cidadãos de bem.
Estou indignado com o asfalto e com pedido de lombadas para a rua Augustinho Marin, no Jardim Horizonte. E, com a atenção de nossos políticos, só lembrando mais uma vez: as eleições estão chegando! Vamos lembrar de todos vocês, políticos, quando olharmos para o asfalto de nossa rua. Também agradecemos ao IPTU que pagamos. Parabéns!!!
— André Lucas (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Adeus, carne!
Termina o período festivo de carnaval, inicia-se a quaresma logo após a quarta feira de cinzas. Período este marcado por quarenta dias, em que, para alguns cristãos, é tempo de se abster de certos hábitos vícios ou, como de costume pela maioria, carne. Somos movidos pelo desejo e é por isso que esse período nos agrega muitos valores para uma vida emocional e espiritual. Desejo de paz, de amor, de compreensão, de realização, de sonhos que queremos concretizar.
O desejo se alastra e envolve toda a nossa vida. Ele nos faz andar e também nos torna sempre insatisfeitos. Sempre queremos algo a mais. O artista que conquistou a maior fama continua mantendo o desejo, que nunca se esgota, de fazer mais, de compor novas canções, de expandir ainda mais sua obra. O empresário que tem uma grande empresa deseja ampliar ainda mais seus negócios e colocar seus produtos em outros mercados. Deus não nos abriga a nada, pois ele nos dá o livre arbítrio para fazer nossas escolhas. Mas também temos de ter o bom senso de admitirmos que, em certos momentos, temos que lutar contra nós mesmos. Claro que o jejum poderia ser de outras necessidades que vamos criando.
Se fizermos jejum dessas necessidades (bebida, WhatsApp, redes sociais, compras, chocolate, novelas, filmes etc.), poderemos sentir uma grande satisfação por percebemos que não estamos sendo dominados por elas. O jejum pode significar a capacidade de lidar com o desejo. O desejo, de certa forma, me torna insaciável.
O jejum me faz perceber que eu posso estar satisfeito com apenas isso. Posso me satisfazer com menos comida, com o dinheiro que tenho, com a roupa que tenho, com as pessoas que conquistei. A lista pode continuar. O jejum seria então o exercício do autocontrole. Eu posso controlar e lidar com esse impulso. Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, não sejamos ignorantes. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne.
O jejum nos fortalece, pois mortifica nossa carne juntamente com os desejos que nos prende e nos prepara para romper com as barreiras. Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin escritor cristão, acerca do jejum: “O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”.
— Rodrigo Santos, teólogo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

Chama o Meirelles
Em plena sexta-feira de carnaval, fomos surpreendidos pela manchete dos jornais, o presidente Bolsonaro cobrou do ministro da economia Paulo Guedes que o país cresça 2% neste ano. Dois por cento… Só isso? De que parte do Brasil veio este clamor? Elegemos o Bolsonaro pela pauta econômica, não foi pelas armas, pelas roupinhas azuis e rosas, nem pelo desprezo a árabes e chineses. Enquanto isso, São Paulo de Meirelles cresceu o dobro!
Infelizmente, a eleição, acabou, a hora de trabalhar, chegou, e descobrimos que o pedreiro era meia-colher e não sabe construir o prédio alardeado… O Paulo Guedes não é o gênio propagado, não conhece o Brasil, não conhece os políticos brasileiros, não conhece etiqueta, nem a arte do convencimento.
PG pode até ter uma origem semelhante à de Meirelles, mas está anos-luz em conhecimento, experiência e adaptação. Meireles pegou o país em depressão econômica (pior que recessão) e colocou o país para crescer. E cresceria se não fossem os impatriotas: o delegado do papelão na carne, os procuradores da lava-jato Friboi e os caminhoneiros anarquistas.
O governo bolsonarista não faz o que deveria. Lançam o projeto de lei ou a medida-provisória e não acompanham nem organizam a base governista no Congresso. Seus componentes, para piorar, atacam-se, a ala ideológica (ou horoscópica) enlameia a ala militar. É um verdadeiro desastre de governança.
Se não fosse o patriotismo do Senado e da Câmara, o tão falado projeto de reforma da previdência não teria virado lei. Outros fatores mostraram-se tão importantes como. O Meio Ambiente é uma trava que enfurece os povos de outros países. Os velhinhos não querem seus fundos investindo em país que destrói o futuro dos netinhos…
Com o ano encerrando, apesar da aprovação da Previdência, da demissão dos tais milhares de cargos ocupados por petistas e do fechamento das estatais que serviam aos ideais esquerdistas, o dinheiro sonhado não brotou dos cofres…
Ao contrário, a equipe econômica passou o ano todo buscando formas de aumentar os impostos e não em cortar gastos. A sanha cresceu até que, em setembro, Marcos Cintra foi demitido, encerrando mais um ciclo de tentativas de aumentar imposto. Esse ainda não veio, em compensação, neste início de ano, outra promessa de Bolsonaro, a correção da tabela do imposto de renda também não foi implementada, o que significa, na prática, que o IR aumentou, arrecadando mais dos contribuintes mais pobres. Com a crise do coronavírus às portas de todas as nações, logo o povo clama: Chama o Meireles!
— Mário Eugênio Saturno, (São José dos Campos-SP)



REPERCUSSÃO ONLINE:

PINHATA ENTREGA DECISÃO SOBRE
DEVOLUÇÃO DE SALÁRIOS AO MP

Via Facebook:

Que venham as eleições. Precisamos de mudança e uma hora nós acertamos! Pense nisso; foram eleitos por nós!
— Nelson Mariano (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

—oOo—
Decisão óbvia.
— Regina Pitol (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

—oOo—
Engraçado. Quando o trabalhador comum falta do trabalho sem justificativa, tem o dia descontado. Por que politicos acham que estão acima da lei? São diferentes do cidadão trabalhador? Faltou sem justificativa, tem que descontar mesmo e pronto! Certíssimo o relatório. E que o MP entre em ação e cobre os devedores.
— Eliseu Rosa (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

—oOo—
Esse é o presidente que temos! Temos eleições, então vamos ver: quem vai se reeleger?
— Rosângela Alves (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

MEMÓRIAS DA BANDA MUNICIPAL,
POR CESAR NISHIMURA

Eu também tenho saudades da banda que tocava no Coreto do Jardim. Isso na minha época de adolescência. Bons tempos.
— Divas Rosa Camargo (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

—oOo—
Homenagem bonita para o Cesar Nishimura, pessoa muito boa, pai do meu amigo de infância Rogério.
— Élcio Duarte (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

—oOo—
Saudades da banda que tocava no coreto do Jardim. Quantas vezes fomos com nossos pais? Eu e minhas irmãs, quando pequenas, brincávamos ao redor do som das músicas tocadas pela banda no Jardim! Boas lembranças!
— Zilda Salomão (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

—oOo—
Grande Cesar! Parabéns pela homenagem!
— Edy Maia (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)

—oOo—
Santa Cruz já foi animada um dia…
— Luciana Andrade (Santa Cruz do Rio Pardo-SP)



“Fotos do Leitor”

Grupo Escolar de Santa Cruz

— Por Edilson Arcoleze:
O primeiro Grupo Escolar de Santa Cruz foi inaugurado no ano de 1915. Em 1954, em homenagem à inesquecível professora Percila Camarinha, foi denominado “Grupo Escolar Professora Sinharinha Camarinha”. Com a desativação do grupo na década de 70, o prédio foi ocupado pela Delegacia Regional de Ensino. Posteriormente, com a transferência do órgão para Ourinhos, o prédio passou a acomodar a sede urbana da Etec “Orlando Quagliato”. Como o prédio é muito antigo e apresenta riscos de acidentes aos alunos, teve que ser desocupado e aguarda restauração pelo Estado.

Sobre Sergio Fleury 5910 Artigos
Proprietário e Editor do Jornal Debate