Jornalista lança livro de crônicas

A 11 Editora, de Jaú, colocou em pré-venda o livro de crônicas Cidade de papelão, trabalho de que marca a estreia do jornalista Bruno Blecher na literatura. O cronista conduz o leitor a narrativas saborosas, que vão do deslumbramento adolescente por Jane Fonda às viagens e memórias afetivas, sempre com sensibilidade e humor corrosivo. O prefácio é de Xico Sá.

“Cidade de papelão” (R$ 40,00, 92 páginas) traz 35 textos que revelam o olhar astuto de Blecher aos pormenores do cotidiano. O cronista ajusta a lupa sobre situações aparentemente comezinhas e descortina as mais diversas histórias, a trabalhar as palavras como quem faz um passeio.

Relata como é perseguido pelo barulho de serras, britadeiras e outras ferramentas sonoras, fala dos bolos e doces de sua mãe gastroafetiva, do bullying na escola por conta de sua origem judaica, relembra os perrengues em viagens ao exterior, sem descuidar das vivências Brasil afora.

“Blecher nos leva pelo braço ao Cine Lido (São Caetano do Sul, no ABC Paulista) e nos convida a flanar pelo centrão de São Paulo, sob a garoa de uma cartografia nostálgica ou diante de uma paisagem da ‘cidade de papelão’ dos sem-teto”, escreve Xico Sá em trecho do prefácio do livro. Além dos cenários paulistanos, o cronista buscou inspiração no Rio, no Cariri, passando também por Lisboa, Buenos Aires, Milão, Croácia, entre outras localidades.

Blecher cresceu lendo crônicas. Na adolescência, estragou toda a coleção das revistas Cruzeiro e Manchete de seu avô, arrancando as páginas com os textos de Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Manuel Bandeira e Otto Lara Rezende. 

 

  • Publicado na edição impressa de 23 de agosto de 2020