CULTURA

‘Concha’ sem utilidade será novo espaço após ampliação do museu

Reforma do museu e construção de um anexo estão em andamento, após problemas com a primeira empreiteira da obra, que foi à falência

‘Concha’ sem utilidade será novo espaço após ampliação do museu

INÚTIL — A “concha acústica”, que nunca foi utilizada, será integrada ao museu no novo projeto

Publicado em: 13 de novembro de 2021 às 03:09
Atualizado em: 13 de novembro de 2021 às 03:09

Sérgio Fleury Moraes

A revitalização, reforma e ampliação do “Museu Municipal Ernesto Bertoldi”, localizado no antigo complexo da estação ferroviária de Santa Cruz do Rio Pardo, foi retomada após a empresa vencedora da primeira licitação ir à falência. Uma nova foi contratada e a obra foi reiniciada, mas ainda não há prazo para conclusão. A ampliação prevê a construção de um anexo, onde será implantada uma “sala multidisciplinar”.

A obra está sendo feita através de um convênio com o Governo do Estado, que destinou uma verba de quase R$ 400 mil para o projeto. O dinheiro é destinado a Municípios de Interesse Turístico (MITs), cuja lista Santa Cruz integra desde 2017.

As reformas começaram no início do ano passado, mas houve problemas com a empreiteira que venceu a licitação. A construção ficou paralisada quando a empresa foi à falência, obrigando a municipalidade a abrir nova licitação e contratar nova empreiteira para retomar a obra.

Novo anexo será ligado ao prédio do museu através de passarela

“A sala multidisciplinar, que está construindo nos fundos do prédio, agora está a todo vapor”, comemora o secretário de Cultura de Santa Cruz, Frednes Botelho. Este novo prédio será ligado ao do museu por uma passarela e será usado para promover uma interação entre o acervo interno e as escolas, inclusive com cursos e palestras. Além disso, haverá sanitários com ampla acessibilidade.

O projeto vai usar a antiga “concha acústica”, construída no governo do PSDB e nunca utilizada, como um espaço para oficinas culturais e outras atividades. “Este local pode também ser utilizado pelo setor de saúde, como um complemento às ações culturais”, explicou o secretário. A concha foi oferecida pelo Governo do Estado na época, mas foi mal dimensionada e nunca chegou a ser aproveitada por grupos musicais.

Segundo o secretário Frednes Botelho, o grande desafio do museu após a revitalização será promover um acervo mais dinâmico para atrair estudantes e a população. “A ideia é criar um museu interativo, com menos textos e mais descomplicado para o entendimento. Pretendemos trabalhar com muitas imagens e projeções, o que pode mudar o ambiente instantaneamente”, afirmou.

Quando o museu foi inaugurado, em 2011, a proposta era semelhante. Havia até um aparelho de TV com tela touch screen, onde os visitantes interagiam com a história de Santa Cruz. Porém, segundo Botelho — que na época era chefe do museu — a iniciativa enfrentou o problema da manutenção e constantes defeitos. “Acreditamos que as imagens, projetadas através de um equipamento, são mais imersivas”, disse.

Para Frednes, a Lei Aldir Blanc facilitou a troca de informações entre museus de todo o Estado. “Nós já estamos em contato com o sistema estadual de museus e colegas de secretarias de Assis ou Paraguaçu Paulista para elaboração de um projeto de itinerância de acervos entre as cidades. Esta é uma política que pretendemos adotar”, explicou.

Este tipo de “intercâmbio” é uma forma de tornar o museu mais dinâmico, uma vez que um acervo estático tende a reduzir o interesse dos visitantes e, inclusive, das escolas.

Com a construção do novo prédio, o museu pode ganhar um espaço para depósito de parte do acervo. Há três anos, uma reportagem do jornal mostrou que, além da péssima situação de manutenção do prédio da antiga estação ferroviária de Santa Cruz, parte do acervo estava armazenado em salas do antigo armazém, o porão do Palácio da Cultura e o sótão do próprio museu. Tudo estava em processo de deterioração no governo do ex-prefeito Otacílio Parras.

 

Cultura busca informações de dois últimos pracinhas da FEB

Ainda com a intenção de entregar a nova “Praça dos Expedicionários” no final do ano, a administração deve intensificar as obras no espaço do antigo lanchódromo localizado no final da rua Euclides da Cunha e início da avenida Clementino Gonçalves. O muro que faz divisa com a escola “Leônidas do Amaral Vieira” já está quase concluído e o terreno está sendo preparado para receber um novo piso.

Segundo a secretaria de Cultura, a parte mais difícil tem sido as pesquisas sobre os oito pracinhas de Santa Cruz do Rio Pardo que lutaram na Itália na Segunda Guerra Mundial pela FEB — Força Expedicionária Brasileira. A tarefa ficou com o secretário Frednes Botelho, que admite dificuldades. A praça vai ganhar painéis com a história dos pracinhas.

O santa-cruzense Biécio de Britto, um dos soldados na Itália

A secretaria já conseguiu documentos ou fotos de Antônio Vidor, Antônio Inácio da Silva, Biécio de Brito, Osvaldo Carquejeiro, Salatiel Dias e Waldomiro Custódio Silveira do Nascimento. Sobre este último, aliás, alguns documentos foram encaminhados por parentes que moram no Rio de Janeiro. A título de curiosidade, o nome dele na placa da praça inaugurada em 1968, no governo de Carlos Queiroz, estava gravado de forma errada.

O interessante é que Waldomiro, também nascido em Santa Cruz, foi convocado para a guerra pelo 9º Batalhão de Engenharia da FEB, enquanto os demais estavam ligados ao 6º Batalhão de Infantaria sediado em Caçapava.

Para finalizar, faltam informações dos ex-pracinhas Edson Luiz Brochado e José Bernardino de Camargo. “Continuo procurando, pois quem sabe algum parente deles se apresente”, afirmou o secretário de Cultura.

 

PUBLICIDADE

SANTA CRUZ DO RIO PARDO

Previsão do tempo para: Terça

Períodos nublados com chuva fraca
28ºC máx
17ºC min

Durante todo o dia Céu encoberto

COMPRA

R$ 5,61

VENDA

R$ 5,61

MÁXIMO

R$ 5,61

MÍNIMO

R$ 5,61

COMPRA

R$ 5,59

VENDA

R$ 5,92

MÁXIMO

R$ 5,76

MÍNIMO

R$ 5,76

COMPRA

R$ 6,33

VENDA

R$ 6,33

MÁXIMO

R$ 6,33

MÍNIMO

R$ 6,32

PUBLICIDADE

voltar ao topo

Voltar ao topo