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Publicado em: 23 de setembro de 2019 às 04:16 Atualizado em: 27 de março de 2021 às 08:39
O preço é alto demais
Nayara Moreno
Da equipe de colaboradores
O idoso precisa se cuidar. E muito. Aliás, nenhuma outra faixa etária necessita tanto de cuidados como aqueles que esbanjam a experiência dos 60, 70, 80 anos. Porém, muitos abandonam o rigor com a alimentação, hidratação, sono, exercícios físicos e até higiene. Aqui, vamos nos concentrar na alimentação.
Alguns idosos mudam hábitos alimentares radicalmente e adotam dietas pobres em vitaminas, proteínas e carboidratos. Pobres, também, em quantidade. Uma parcela opta apenas por grupos alimentares específicos e pouco indicados, geralmente com excesso de açúcar: bolacha, bala, bolo, sorvete.
O idoso tem todo o direito, o sagrado direito, de comer de tudo e, principalmente, aquilo mais apetece seu paladar e traz “conforto para a alma” (desde que não haja restrições médicas, claro). O grande problema é fazer dos alimentos de preferência os únicos da dieta. Isso terá consequências graves, como falta de nutrientes importantes para o organismo nessa idade e até quadros de desidratação e anemia. E aí vem o enfraquecimento e, pronto, lá está o idoso emagrecido, enfraquecido e tendo de acrescentar remédios na sua lista de medicamentos.
Há casos piores, quando o idoso simplesmente para de comer ou se alimenta muito mal. O motivo de tal comportamento, algumas vezes, pode ser depressão. Neste caso, acompanhamentos psiquiátrico e psicológico são essenciais. Mas há situações em que nenhuma patologia está diretamente associada ao fato da pessoa “comer igual a um passarinho”.
A recusa em se alimentar corretamente é um erro gravíssimo dentro desta aventura chamada Terceira Idade. Na minha profissão, infelizmente, já acompanhei muitos casos em que tal postura acaba em uma cama hospitalar e, em casos mais extremos, com uma incômoda e desagradável sonda de alimentação. Ou seja, independentemente do motivo que leva a uma dieta desastrosa, o idoso precisa ter o mínimo de amor próprio para entender a seguinte questão: cair em um leito por falta de comida é infinitamente pior do que se disciplinar para uma dieta equilibrada e rica em tudo o que se tem direito.
É sabido que o paladar do idoso e sua vontade pelos rituais das refeições diminui. Mas isso não pode se estender a uma situação absurdamente diferente daquilo que foi feito a vida toda. Na verdade, tudo está relacionado aquela absurda, mas real, ideia de que o fim da vida está próximo. Ainda há vida. E ela deve ser desfrutada com serenidade e dignidade.
O idoso que não se cuida e é desleixado com a própria saúde deve se olhar no espelho e se perguntar se é justo se aquele adulto de ontem merece ser tão maltratado como agora.